Na última sexta-feira, 4, após muitos meses de atraso, a Funcef divulgou o balanço anual de 2016. Todos os planos ficaram abaixo da meta atuarial. O que mais se aproximou da meta foi o Novo Plano, com rentabilidade de 12,37%, ante o esperado de 12,58%. Os demais planos permaneceram muito abaixo do esperado.

Apesar do tom otimista com que a Funcef divulgou os resultados, o Reg/Replan Saldado acumula déficit a equacionar de R$ 5,4 bilhões, e o Não Saldado, R$ 1,214 bilhão. Os valores deverão ser objeto de novo equacionamento e, consequentemente, novas contribuições extraordinárias dos participantes desses planos. Novo Plano e REB não terão contribuições extras.

“A Fundação afirma que inicia recuperação, mas o fato é que ainda há um novo déficit a equacionar e, de acordo com a lei, o respectivo plano de equacionamento terá que ser definido até dezembro”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Os números do balanço anual de 2016 da Funcef foram analisados pela Subseção Apcef/SP do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômico (Dieese).

Contencioso continua crescendo

O passivo trabalhista da CAIXA, que vem sendo pago pela Funcef com o dinheiro dos participantes, conhecido como contencioso, cresceu 21,6% de 2015 para 2016, o que representa um aumento de R$ 430 milhões.

A maior parte das ações, segundo os dados do balanço, se refere a função de confiança e CTVA. Diferentemente de ativos de investimentos que podem se desvalorizar e recuperar valor, a saída de recursos por condenação judicial sem a integralização de reserva é perda sem retorno, literalmente prejuízo.

Grande parte do novo equacionamento pelo qual os planos de benefícios terão que passar resulta deste contencioso. É uma dívida que a CAIXA protela para não reconhecer e pagar, irresponsabilidade que penaliza os participantes.

Confira alguns dos principais números do balanço nas tabelas abaixo:

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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