Fotos: Patricia Penna

Os bancários da base de BH e Região mostraram mais uma vez que estão dispostos a lutar contra a intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais, com cerca de 46% das agências da base do Sindicato paralisadas nesta segunda-feira, 23. O movimento cresceu em todos os bancos, com destaque para a CAIXA e o Banco do Brasil. Neste quinto dia de greve, os bancários se concentraram em frente à agência Século da CAIXA, na praça Sete, no centro de Belo Horizonte, onde realizaram assembleia que definiu pela continuidade do movimento.

Durante o ato, o Departamento Cultural do Sindicato juntamente com a Cia dos Aflitos, promoveu apresentação teatral que denunciou a exploração dos bancários, com metas abusivas e o consequente adoecimento.

Para intensificar a mobilização e chamar ainda mais bancários a aderirem ao movimento, nesta terça-feira, 24, às 11h30, será realizada concentrarão em frente à agência Centro do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750. No local, o Departamento Cultural do Sindicato promoverá apresentação de esquetes teatrais e show com a Banda dos Bancários. Além disso, em solidariedade ao movimento de greve nacional dos funcionários dos Correios, será realizado ato conjunto das duas categorias.

Em seguida, bancárias e bancários sairão em passeata pelas principais ruas do centro de Belo Horizonte para mostrar à  população as reivindicações da categoria e protestar contra o Projeto de Lei 4330, que permite a terceirização sem limites. O projeto do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) causará grandes prejuízos se for aprovado, precarizando as relações de trabalho e a organização dos trabalhadores brasileiros.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada em assembleia realizada no dia 12 de setembro em resposta à intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais que se recusam a atender as reivindicações da categoria. A proposta apresentada pelos bancos no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem qualquer aumento real, foi rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários ainda na mesa de negociação.


HSBC – Betim (Foto: Arquivo Sindicato)


Bradesco – Betim (Foto: Arquivo Sindicato)


Itaú – Betim (Foto: Arquivo Sindicato)


Mercantil do Brasil – Betim (Foto: Arquivo Sindicato)

Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13a cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

O presidente do Sindicato, Cardoso destacou a importância da participação dos bancários para a vitória da Campanha Salarial. “Temos que reforçar a mobilização para exigir que os bancos atendam nossas justas reivindicações. O movimento está crescendo e, nesta terça-feira, realizaremos um grande ato e uma passeata para convocar ainda mais bancários para aderirem à greve. É fundamental que todos participem para que possamos fazer cada vez mais pressão sobre os bancos. Vem pra luta, bancário. Vem pra luta, bancária”, conclamou.

 

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