O processo de desmonte da função social desempenhada pela CAIXA segue com intensidade. O banco está redimensionando o número de empregados por agência e vinculando a nova quantificação à produtividade em vendas. Ou seja, as agências que vendem pouco estão perdendo bancários.

“Essa situação vai afetar diretamente o atendimento e agravar ainda mais a sobrecarga de trabalho causada pela já crônica falta de empregados. Além disso, reforça o entendimento de que o caminho escolhido pela direção é o desmonte do papel da CAIXA que fragilizará sua imagem junto à população”, alerta Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE).

No dia 12 de janeiro, aniversário de 156 anos da CAIXA, o movimento sindical deflagrou Dia Nacional de Luta e denunciou à população o processo de desmonte do papel social da empresa pública.

 

Foto: Marcos Alvarenga

Foto: Marcos Alvarenga

 

Verticalização

Outro indício que reforça a trajetória de encolhimento do papel social desenvolvido pelo maior banco 100% público do país é que muitos empregados que hoje prestam atendimento social serão direcionados para a prospecção de clientes de alta renda e para a venda de produtos, repetindo a estratégia das instituições privadas.

Segundo Dionísio, essa medida, chamada de ‘verticalização’, foi anunciada em reuniões com gestores e é uma ameaça objetiva aos direitos e salários dos empregados nas agências, além de prejudicar o atendimento. “A população já vinha sofrendo, desde julho do ano passado, com a extinção da função de caixa. O Caixa Minuto, medida anunciada para tentar maquiar essa mudança radical, não está suprindo o atendimento cada vez mais precário causado pela falta de empregados” ressalta.

Está claro que essas medidas pretendem desmontar a função social da CAIXA, que é justamente seu diferencial por atender a nichos específicos que os bancos privados não atendem, além de promover o desenvolvimento social do país, outro campo que não interessa aos demais bancos. Essas mudanças de gestão ameaçam também as carreiras dentro do banco, por isso a resistência dos empregados deve aumentar.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Seeb SP

Compartilhe: