Foto: Nando Neves

 

O Sindicato participou nesta terça-feira, 27, às 12h, da renovação do acordo de combate ao assédio moral, realizada na sede da Fenaban, em São Paulo. O presidente do Sindicato, Cardoso, participou da reunião, que contou com a presença de representantes do Banco do Brasil para que o banco assinasse o acordo pela primeira vez, uma grande conquista para seus funcionários.

O acordo de combate ao assédio moral foi uma importante vitória da categoria obtida na Campanha Nacional de 2010 e sua primeira versão foi assinada em janeiro de 2011. Desde então, centenas de bancários utilizaram o instrumento, fazendo várias denúncias que resultaram em afastamento de assediadores e outras providências.

No acordo, os bancos se comprometem a declarar explicitamente condenação a qualquer ato de assédio e reconhecem que o objetivo é alcançar a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, em um ambiente saudável. A Fenaban realiza uma avaliação semestral do programa, com a apresentação de dados estatísticos setoriais.

Os bancários devem fazer denúncias contra os bancos assediadores através do site do Sindicato, clicando na imagem que aparece na coluna à direita. Para realizar a denúncia, o trabalhador deve se identificar para que a entidade possa dar o devido retorno. O sigilo será mantido junto ao banco e o Sindicato terá prazo de dez dias úteis para formalizar a denúncia ao banco. Após receber a denúncia, o banco terá 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao Sindicato.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, a renovação é uma importante conquista dos bancários. “O acordo é o reconhecimento por parte dos banqueiros de que realmente existe assédio dentro dos bancos”, explica.

A assinatura do Banco do Brasil também foi ressaltada por Cardoso como uma vitória da categoria. “O Banco do Brasil, após muita pressão dos trabalhadores, assinou o acordo e reconheceu que o assédio moral nos seus locais de trabalho é grande. A Diretoria de Pessoas (Dipes) deve se submeter ao que foi acordado e combater o assédio moral insuportável praticado pelo Banco do Brasil. O diretor Carlos Netto tem que acabar com essa forma covarde de tratar os bancários”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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