Nesta terça-feira, 6 de agosto, o Sindicato une forças à CUT para protestar contra o Projeto de Lei 4.330 que regulamenta a terceirização e precariza as relações de trabalho, permitindo, na prática, a terceirização sem limites. Os representantes dos trabalhadores bancários irão retardar em uma hora a abertura de agências do centro de Belo Horizonte e, ao meio-dia, se concentrarão junto à CUT na Praça Sete para sair em passeata.

Em encontro realizado na quarta-feira, 31, a CUT e demais centrais avaliaram a discussão com o governo federal, empresários e parlamentares sobre o Projeto de Lei (PL) 4330. Para as entidades, há retrocesso nas propostas do governo e dos empresários sobre os seis pontos considerados prioritários pelos trabalhadores: o conceito de atividade especializada, os limites à terceirização, o entrave para a quarteirização, o significado dado à responsabilidade solidária (aquela em que a empresa contratante é responsável por quitar dívidas trabalhistas deixadas pela terceirizada), o caso dos correspondentes bancários e a organização e representação sindical.

Enquanto as negociações continuam, o texto de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que já recebeu aval do relator do PL na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara (CCJC), deputado federal Arthur Maia (PMDB-BA), aguarda a votação prevista para o dia 13 de agosto.

A próxima rodada da mesa quadripartite acontece na manhã da próxima segunda-feira, 5. Ao final das discussões, as centrais sindicais irão construir uma nota unificada sobre os debates.

A ideia é fazer com que a população fique sabendo de que lado estão o governo federal, os empresários e os parlamentares e cobrar que eles não joguem na lata do lixo os direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores.

Terceirizados ganham menos e adoecem mais

De acordo com um estudo de 2011 da CUT e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o trabalhador terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada de três horas a mais semanalmente e ganha 27% a menos. A cada 10 acidentes de trabalho, oito acontecem entre terceirizados.

Estima-se que o Brasil tenha 10 milhões de terceirizados, o equivalente a 31% dos 33,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT

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