Começou na manhã desta quinta-feira, 3 de maio, a 3ª Conferência Nacional dos Financiários. Com o tema “Unidade e Luta na Defesa dos Direitos”, o evento reuniu, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, representantes de sindicatos e federações para debater os assuntos do ramo financeiro e da conjuntura socioeconômica e política do país.

O diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves, representa os financiários de BH e região no evento e destacou que a Conferência Nacional é uma importante ferramenta de mobilização na luta e na defesa dos direitos dos trabalhadores das financeiras. “Em uma conjuntura de ataques e perseguições à CLT, por meio da malfadada reforma trabalhista proposta pelo governo Temer, somente a organização dos trabalhadores e sindicatos conseguirá manter nossos direitos e trazer conquistas na Campanha Salarial dos Financiários”, afirmou.

Para o coordenador do Coletivo dos Financiários, Jair Alves, o evento é importante para o crescimento do ramo. “A cada ano percebemos que nosso debate está crescendo com o aprimoramento e crescimento do ramo. Precisamos defender os direitos que conquistamos e, mesmo sem a inclusão de novas cláusulas na minuta, teremos a possibilidade de sair daqui com vários encaminhamentos e iniciar a Campanha dos Financiários com antecedência”, disse.

Na sequência, a economista Regina Camargos pontuou elementos da conjuntura econômica do país e como eles vão afetar as negociações dos financiários em 2018. “Mais do que nunca, a organização do ramo financeiro vai ser de vital importância para que todos os trabalhadores possam resistir aos ataques e aos impactos em função dos desdobramentos da reforma sindical, travestida de reforma trabalhista”, explicou.

De acordo com Regina, dizer que o país passa por um crescimento econômico é ilusão. “O INPC, por exemplo, está em queda livre e vamos fechar o ano abaixo da meta inflacionária, com a inflação abaixo de 4%. E isso poderia ser uma boa notícia para a população, mas as causas dessa queda são devido a uma recessão brutal do país. O PIB teve uma queda de 9%, que é um tombo, a pior recessão que o país viveu nas últimas décadas ”, afirmou.

Ela citou ainda a restrição do poder aquisitivo da população e o alto número de desemprego como fatores principais para a queda da inflação. “Desde a implantação da reforma trabalhista, em novembro de 2017, tivemos um aumento dos desligamentos de comum acordo, sendo mais de 11 mil em fevereiro de 2018. Os contratos parciais indicam crescimento, com a abertura de mais de 3 mil, uma precarização brutal. Já os contratos intermitentes não vingaram. A conclusão é de que os empregos que estão sendo criados são devido à informalidade, empregos sem carteira ou por conta própria”, destacou.

A programação da 3ª Conferência Nacional dos Financiários irá discutir, até esta sexta-feira, 4, a organização do ramo, os avanços na mudança de estatuto das entidades e a situação de emprego nas financeiras do país.

 

Foto: Contraf-CUT

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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