Com quase dois meses de atraso, o Mercantil do Brasil respondeu o ofício do Sindicato denunciando assédio moral praticado pela área comercial contra os funcionários e cobrando apuração e resolução dessa prática. Segundo as denúncias dos trabalhadores, os superintendentes da área comercial telefonam, insistentemente, para os funcionários, cobrando metas absurdas e ameaçando aplicar advertências e demitir.

O banco, no entanto, afirma que é contra “toda e qualquer forma de assédio no ambiente de trabalho”.  E vai além ao garantir que em pesquisas realizadas entre os empregados “o banco se configura entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil”.

“Infelizmente isso não é verdade. Os funcionários sofrem com as pesadas cobranças de metas cada vez mais absurdas, agências lotadas, ameaças de demissão, fiscalização constante pelas câmeras de vídeo e adoecimento por conta do assédio moral”, denuncia Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e Coordenador Nacional da Comissão de Organização dos Empregados do Banco.

Para Ramon Peres, presidente do Sindicato, a resposta enviada tardiamente pelo banco mostra que o Mercantil vive em um mundo fora da realidade, mostrado por pesquisas em que as perguntas são respondidas pelos funcionários coagidos pelo medo. “Denúncias neste sentido não param de chegar ao Sindicato. Essa é a triste realidade que o Mercantil insiste em não ver”, destaca.

Na opinião de funcionário do banco e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio da Silva, é essencial que os trabalhadores do Mercantil vençam o medo e respondam com transparência as pesquisas de clima realizadas pelo banco e que entreguem ao Sindicato provas que atestem as práticas nocivas  de assédio moral praticada pela área comercial do banco, “O medo é o instrumento que os gestores do Mercantil utilizam para assediar moralmente o trabalhador e tirar dele toda sua energia de trabalho, obrigando a deixar a empresa. Temos que romper esse ciclo vicioso no banco e exigir do Mercantil que os trabalhadores sejam tratados com a dignidade e o respeito que merecem”, finalizou.

O Sindicato não aceita essa prática e vai adotar as medidas necessárias para que a direção do banco tome uma atitude e os gestores da área comercial parem de assediar os bancários e as bancárias.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

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