Foto: Contraf-CUT

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Na última segunda-feira, 28, representantes dos bancários se reuniram com a Fenaban para discutir melhorias no instrumento de combate ao assédio moral, conforme determinado pela cláusula 58ª da CCT. Os trabalhadores debateram com os bancos o aprimoramento do instrumento e como torná-lo cada vez mais presente nos locais de trabalho, considerando o seu caráter preventivo e de promoção da saúde, buscando ambientes de trabalho saudáveis e livres de acidentes e doenças.

Confira propostas colocadas na mesa de negociação:

– Redução do prazo de apuração de denúncias, dos atuais 45 dias, para 30 dias, considerando que há bancos que fazem propagandas aos seus empregados, prometendo resolver os casos de assédio moral mais rapidamente, desde que seja encaminhado por canal interno do banco.

– Estratificação das denúncias que transitam pelo programa, sobretudo, pelos canais internos dos bancos, considerando que as denúncias encaminhadas pelos sindicatos passam por uma triagem prévia e são encaminhadas quando se tem certeza de que o objeto trata de assédio moral nas relações de trabalho.

– Consequências para o denunciante: na avaliação semestral do programa, existe a apuração das consequências sofridas pelo denunciado. Porém, também é necessário saber se quem denunciou acabou tendo consequências aplicadas pelos bancos.

– Modo de apuração das denúncias: questão fundamental para o fortalecimento do instrumento é a transparência, da parte dos bancos, sobre os métodos que utilizam para apurar denúncias que transitam pelo programa, principalmente questões relacionadas ao assédio moral nas relações de trabalho. Os trabalhadores questionam que critérios de apuração os bancos adotam quando uma denúncia é considerada procedente ou improcedente.

– Ambiente de trabalho: se houve, no ambiente de trabalho de onde a denúncia partiu, adoecimento e afastamento de algum trabalhador, envolvido ou não no caso encaminhado para apuração via instrumento.

A Fenaban, por sua vez, ainda tem se mostrado resistente diante de algumas das propostas apresentadas pela representação dos trabalhadores.

Os trabalhadores destacaram que o assédio moral é um grande problema nos bancos e que se relaciona a outro grave problema: as metas abusivas. Por isso, o movimento sindical cobra tratamento cuidadoso da questão por parte dos bancos, incluindo a participação dos trabalhadores e de seus representantes nas ocorrências.

As propostas apresentadas pelos bancários visam aprimorar o instrumento, conquistado na Campanha Nacional de 2010, que permite ao trabalhador atuar nas questões relativas ao assédio moral no ambiente de trabalho e não simplesmente delegar tudo ao empregador.

Calendário

A Contraf-CUT e a Fenaban estão acertando um novo calendário de reuniões para o ano de 2017 e a próxima negociação está prevista para fevereiro de 2017.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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