Após muitos anos de efetiva e contundente atuação do Sindicato, por meio de seu Departamento Jurídico, é inquestionável a qualidade técnica e comprometimento da entidade na defesa dos direitos individuais e coletivos da categoria bancária.

Porém, tem chegado ao conhecimento do Sindicato o fato de que diversos bancários, em especial aqueles vinculados ao Bradesco e à CAIXA, estão sendo abordados, de forma agressiva e nem sempre ética, por profissionais não vinculados ao Departamento Jurídico.

Em suas abordagens, os referidos profissionais indicam a existência de um crédito oriundo de ação judicial referente a diferenças de horas extras não quitadas em razão dos divisores de 150 e 200.

O mais grave é que os advogados alegam que, para recebimento do credito, é necessária habilitação do bancário no processo e dizem que as informações são passadas apenas presencialmente.

O Sindicato informa que é FALSA a informação de que, para recebimento de valores decorrentes das ações, seja necessária habilitação nos autos através de advogados particulares. O direito às diferenças salariais oriundas da aplicação dos divisores 150 e 200 para aqueles que receberam horas extras decorrem de ações coletivas ajuizadas pelo Sindicato, para toda a categoria, independentemente de serem ou não sindicalizados.

No caso do Bradesco e da CAIXA, as ações já transitaram em julgado e a execução já está em andamento, estando os referidos processos na fase de apuração do valor que é devido a cada trabalhador.

O Sindicato informa também que, nas execuções coletivas feitas pelos advogados do Departamento Jurídico, não existe cobrança de honorários. Ou seja, o bancário receberá o seu crédito na íntegra.

Outra inverdade dita é a alegação de que a execução feita através de advogados particulares é mais rápida. Ao contrário, a cada vez que uma execução patrocinada por advogado particular é ajuizada, há um atraso no andamento da execução patrocinada pelo Sindicato.

Na verdade, o que se vê é uma patente má-fé destes profissionais, que adotam este tipo de abordagem com objetivo único de “abocanharem”, sem muito esforço, a título de honorários advocatícios, de 20% a 30% do crédito do bancário.

Com a presente nota, o Sindicato pretende alertar a todos aqueles que receberem esse tipo de abordagem para que procurem o Departamento Jurídico para esclarecimentos, uma vez que não é pequeno o número de associados que já foram procurados por profissionais de conduta duvidosa.

É importante deixar claro que a intenção do Sindicato na publicação desta nota não é a de atacar este ou aquele profissional ou obter uma reserva de mercado para os advogados de seu corpo jurídico, mas sim esclarecer os fatos e informar os bancários lotados em sua base territorial.

Por fim, o Sindicato informa também que já foi pedido à Assessoria Jurídica para avaliar a possibilidade de se fazer uma representação junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que seja apurada a conduta destes profissionais.

 

Compartilhe: