Além de mostrar a falta de legitimidade de Temer, a crise social gerada pela paralisação dos caminhoneiros deixa transparecer os problemas da política do governo para as empresas públicas.

“Não basta reduzir os impostos do diesel para solucionar a crise. O governo Temer, que não tem legitimidade nem compromisso com o povo, com os trabalhadores, é o legítimo representante das petroleiras americanas e dos bancos privados brasileiros. Assim que sentou na cadeira de presidente, mudou a política de reajuste dos combustíveis e reduziu a produção das refinarias brasileiras, obrigando o país a importar o produto, mesmo tendo capacidade de produzi-lo. Isso beneficia as petroleiras estrangeiras e prejudica a Petrobras. Para que todos os combustíveis fiquem mais baratos, não apenas o diesel, é preciso mudar a política de preços implantada por Temer e Pedro Parente – presidente da Petrobras”, explicou o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

Essa política não é exclusividade da Petrobras e os bancos públicos vêm sofrendo o mesmo tipo de desmonte. A CAIXA, por exemplo, fechou 4.794 postos de trabalho entre março de entre março de 2017 e março de 2018, além de 698 estagiários e aprendizes que ficaram sem emprego. O banco também fechou 25 agências e 37 postos de atendimento no mesmo período, prejudicando o atendimento à população.

A política adotada pelo governo Temer retira, completamente, o caráter social dos bancos públicos. Ao fechar agências e gerar desemprego, estas instituições contribuem para o desemprego no país e vão em sentido contrário à função social de fomentar o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Os bancos públicos devem ter papel estratégico de proporcionar acesso aos serviços bancários a toda a população, mesmo em locais mais remotos do país. Além disso, sua função deveria ser a de oferecer crédito com taxas acessíveis para permitir o desenvolvimento.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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