Os banqueiros ganham dinheiro como ninguém neste país, mas desrespeitam tanto os bancários quanto os clientes, os usuários e a sociedade brasileira. Para se ter uma ideia, somente no primeiro semestre deste ano os maiores bancos lucraram mais de R$ 29,6 bilhões. Mas, apesar dos lucros nas alturas, os banqueiros não valorizam o trabalho dos seus funcionários e querem dar reajuste de apenas 6,1% aos bancários.

Para atingir esses lucros gigantescos, os bancos pressionam os bancários a vender produtos aos clientes, exigem metas cada vez maiores e impossíveis de serem atingidas. Por causa dessa pressão e do assédio moral, os bancários estão adoecendo cada vez mais. As filas intermináveis nas agências existem porque faltam funcionários, pois os bancos são um dos setores que menos geram empregos no Brasil e continuam demitindo funcionários. Além disso, exploram os seus clientes cobrando os juros e as tarifas bancárias mais altas do mundo e não oferecem nenhuma contrapartida social ao país e nem ao povo brasileiro. São irresponsáveis ao não investir o suficiente em segurança para proteger a vida de bancários, vigilantes, clientes e usuários. O resultado desta irresponsabilidade é que apenas no primeiro semestre de 2013, foram registradas 30 mortes em assaltos nos bancos.

Como se não bastasse, os bancos estão empurrando as pessoas de baixa renda para serem atendidas nas casas lotéricas e nos correspondentes bancários, onde o atendimento é precário e não há segurança.

Por isso os bancários estão em greve.

Rara exigir mais contratações, acabar com as filas, melhorar as condições de trabalho e garantir atendimento decente aos clientes.

Por mais segurança nas agências com instalação de porta giratória, câmeras de monitoramento em tempo real, e isenção das tarifas de transferência (TED, DOC) para evitar que clientes sejam alvos de assaltantes.

Pelo atendimento igual e de qualidade para todos os cidadãos brasileiros, independente da classe social, com segurança e proteção ao sigilo dos clientes.

A nossa luta é para conquistar um emprego decente, com aumento real, valorização do piso, maior distribuição dos lucros, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, igualdade de oportunidades e aposentadoria digna, dentre outros itens.

Contamos com o apoio e a compreensão dos clientes e usuários e pedimos desculpas por algum transtorno. Não nos restou outra alternativa.

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