Foto: Fenae

 

Após dois dias de intensos debates, o 34º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) aprovou a pauta de reivindicações dos trabalhadores do banco para a Campanha Nacional 2018. A minuta tem como principais eixos a defesa da CAIXA 100% pública, da Funcef, do Saúde Caixa, da democracia e nenhum direito a menos. O Congresso foi realizado em São Paulo nesta quinta e sexta-feira, com a participação de 312 delegados de todo o país, representando empregados da ativa e aposentados.

“Os debates foram extremamente ricos e saímos desse Conecef unidos e fortalecidos para a luta contra um governo que tenta privatizar a CAIXA e retirar os direitos dos seus trabalhadores.  A conjuntura é de resistência”, avaliou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Dionísio Reis.

Além dos principais eixos da minuta, delegadas e delegados aprovaram, também, a permanência da mesa de negociação unificada da Campanha Nacional. À defesa da CAIXA 100% pública soma-se ainda a luta por mais contratações e contra a precariedade das condições de trabalho, além da revogação da reforma trabalhista/lei da terceirização e contra a reforma da Previdência.

Moções

Os delegados do 34º Conecef aprovaram duas moções de repúdio. A primeira contra os representantes do governo no Conselho de Administração da CAIXA. O Congresso entende que a atuação deles, em especial a da presidente Ana Paula Vescovi, visa enfraquecer o papel social do banco. Já a segunda moção repudia a indicação política do presidente da Funcef, Carlos Vieira, por aliados do Michel Temer.

Além disso, os delegados do evento se posicionaram contrários à proposta de revisão do Estatuto da Funcef, aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fundação com votos dos representantes eleitos e indicados. Foi aprovada, ainda, a entrega de uma plataforma de defesa das empresas públicas para os candidatos progressistas.

No apoio à mobilização em defesa do Estado Democrático de Direito, por ampla maioria, um dos últimos pontos aprovados pelos delegados do 34° Conecef se refere à bandeira “Lula Livre”, cuja prisão arbitrária e sem provas foi considerada como parte de um processo de agressão à população brasileira.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

 

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