Na terça-feira, 24 de abril, o Banco do Brasil apresentou uma proposta para a Cassi em mesa de negociação com as entidades de representação dos funcionários, ativos e aposentados. Após a construção do texto base de relato da reunião, a Contraf-CUT deixou claro que a proposta deveria ser divulgada aos funcionários tão logo o conteúdo apresentado fosse enviado pelo banco.

Na noite de quarta-feira, 25, a Contraf-CUT publicou os números da proposta para iniciar os debates com os associados e junto com as demais entidades, para trabalhar numa contraproposta em mesa de negociação.

Surpreendentemente, a ANABB publicou uma matéria criticando a divulgação da proposta apresentada pelo BB, acusando a Contraf-CUT de quebra de acordo em mesa.

No relato sobre a reunião feito pela ANABB, constam informações que não correspondem à realidade do que ocorreu naquele dia e algumas afirmações simplesmente não procedem:

  • A matéria cita que o diretor de Pessoas do BB iniciou a reunião apresentando a proposta em caráter reservado as entidades. Verdade dos fatos: não foi o diretor Caetano que apresentou a proposta às entidades. Este apenas fez a abertura da reunião e se retirou para ir a uma reunião no Conselho Diretor. A proposta foi apresentada pelos executivos Gimenez e Zanin da Dipes e Direg respectivamente.
  • A ANABB afirma que a proposta não seria aberta aos associados. Porém, os próprios representantes do BB afirmaram, em mesa, que o banco soltaria um Boletim com a proposta.
  • Não houve nenhum acordo para que não houvesse divulgação da proposta. Para a Contraf-CUT, uma reunião convocada para negociação com apresentação de proposta não pode ser reservada e os associados da Cassi têm o direito de saber o conteúdo das negociações.

“A Contraf-CUT espera que os mal-entendidos sejam superados e que o foco principal seja encontrar solução para a perenidade e sustentabilidade da Cassi, sem perdermos as premissas já acordadas, que são a solidariedade e a garantia de atendimento para funcionários da ativa e aposentados”, afirmou Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

Para Wagner, a Contraf-CUT tem a responsabilidade de fazer o debate com os funcionários da ativa e aposentados do BB e, para isso, preza pela transparência no processo de negociação. “Entendemos que a primeira proposta do banco penaliza os funcionários e aposentados, tem alto custo financeiro e ainda não se apresenta como solução definitiva. Além disso, a proposta quebra alguns princípios como a proporcionalidade contributiva e a solidariedade”, explicou.

“A Contraf-CUT reitera a necessidade de manutenção da mesa de negociação com as entidades para que propostas alternativas sejam debatidas com os funcionários e aposentados, sendo posteriormente apresentadas ao Banco do Brasil”, finalizou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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