Fotos: Marcos Alvarenga

Em defesa do emprego, bancárias e bancários lançaram nesta sexta-feira, 14 de agosto, a Campanha Nacional 2015 com um ato na região central de Belo Horizonte. Com adesão dos trabalhadores, o Sindicato levou as reivindicações da categoria às ruas e mostrou à população que os bancos seguem lucrando bilhões e que, portanto, podem oferecer melhor atendimento, mais segurança e melhores condições de trabalho.

Durante o lançamento, além da distribuição de uma carta aberta com explicações sobre a Campanha, houve apresentação da banda Brasil Paralelo e de esquetes teatrais da Cia dos Aflitos. Foram também colhidas assinaturas em um abaixo-assinado nacional cobrando mais contratações na CAIXA.

Com o mote “Exploração não tem perdão” e se utilizando dos “sete pecados do capital”, a Campanha Nacional 2015 visa chamar a atenção de toda a sociedade para a situação vivida pelos bancários nas unidades de trabalho. Os trabalhadores denunciam a pressão sofrida para o cumprimento de metas, o assédio moral, a falta de segurança e a falta de funcionários, que refletem também na qualidade do atendimento prestado à população.

Entre os pontos centrais da pauta, que foi definida na 17ª Conferência Nacional dos Bancários, estão o reajuste de 16% (incluindo inflação mais 5,7% de aumento real), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho de 2015), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e vales-alimentação e refeição maiores.

Está provado que os bancos têm plenas condições de atender as reivindicações da categoria, já que somente no primeiro semestre de 2015, os maiores bancos privados do país – Itaú, Bradesco e Santander – somaram lucro de mais de R$ 24 bilhões. Entre os bancos públicos, o Banco do Brasil lucrou R$ 8,8 bilhões no primeiro semestre, um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, e a CAIXA registrou R$ 1,5 bilhão de lucro no primeiro trimestre de acordo com o último balanço divulgado. Estes números provam, portanto, que a tão falada crise não chegou aos bancos.

“Diante dos lucros bilionários, sabemos que os bancos podem muito bem atender as nossas as nossas reivindicações. Cobramos também mais responsabilidade em relação à vida dos trabalhadores e da população em geral. Defendemos o emprego e exigimos a contratação de mais bancárias e bancários para colocar fim à sobrecarga de trabalho, às pressões e ao assédio moral, assim como melhorar a qualidade do atendimento. Vamos à luta para garantir novas conquistas para categoria bancária”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.



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