Empregadas e empregados da CAIXA realizam, nesta quarta-feira, 14, o lançamento da campanha “Saúde Caixa para Todos”. A data foi definida durante o último Congresso Nacional dos Empregados da CAIXA (Conecef), realizado no início de agosto. O objetivo é reforçar a mobilização contra o CGPAR 23, que ataca os planos de saúde das estatais, e a importância da inclusão dos novos empregados no Saúde Caixa.

Durante todo o dia, em Belo Horizonte, diretoras e diretores do Sindicato percorreram agências e departamentos, como GIGOV, GIHAB e GILIE, para conversar com bancárias e bancários sobre a atual situação do plano de saúde. Foi também distribuído um material informativo da campanha. Veja aqui na íntegra.

O governo Bolsonaro tem propagandeado que a CAIXA seria o “banco da inclusão” por conta da convocação de duas mil pessoas com deficiência (PCDs). A decisão só foi tomada após ação judicial impetrada pelas entidades representativas dos trabalhadores, que deixou evidente o desrespeito da lei de cotas para PCDs.

A CAIXA interpôs recurso contra a decisão do TRT da 10ª Região, que condenou o banco a cumprir, imediatamente, a cota legal de contratação de pessoas com deficiência (PCD), como prevê a Lei 8.213/91. Em análise do recurso, a presidente do TRT10 sobrestou o processamento do recurso da CAIXA. Ou seja, o processo aguardará julgamento do STF sobre a competência para processar e julgar demandas quanto a concursos e admissão de novos empregados em empresa pública. Apenas quando o STF decidir se a Justiça do Trabalho é competente para apreciar esse tipo de matéria, a ação civil pública (ACP) retornará ao seu curso.

Além disso, apesar de utilizar as contratações de PCDs para manipular a opinião pública em favor do governo, a direção da CAIXA está discriminando os trabalhadores convocados. De acordo com denúncias, o banco tem informado aos convocados que a contratação deles não dá direito ao plano de saúde da instituição, o Saúde Caixa.

A atitude desrespeita o Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados, que garantiu, após difícil negociação, o Saúde Caixa para todos.

Cobrança

Na última sexta-feira, 9, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) cobrou da direção do banco uma resposta ao ofício enviado em março, que requereu o cumprimento do parágrafo oitavo da cláusula 32 do ACT, com a apresentação de relatório atuarial e balancetes mensais do exercício de 2017.

O documento cobrou também dados e documentos para possibilitar melhor análise do Saúde Caixa e, por consequência, viabilizar a boa-fé da negociação coletiva, com base no princípio da transparência.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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