Foto: Jaílton Garcia - Contraf-CUT

Foto: Jaílton Garcia – Contraf-CUT

Nesta quinta-feira, 14, em São Paulo, os financiários deram início às negociações com a Fenacrefi, após a pauta de reivindicações ter sido entregue em 14 de junho. O Sindicato participou da negociação representado pelo diretor Vanderci Antônio da Silva.

Na mesa, os representantes dos trabalhadores cobraram retorno sobre as demandas da categoria. Porém, a Fenacrefi apresentou diversas negativas e somente a cláusula sobre o parcelamento de férias obteve avanço. As financeiras também sinalizaram o interesse de fechar uma proposta de índice antes dos bancários.

Os trabalhadores cobram que a Fenacrefi, que integra a Confederação Nacional do Sistema Financeiro juntamente com a Federação dos Bancos, a Federação das Seguradoras e a Federação das Distribuidoras de Títulos e Valores, cumpra seu papel social na distribuição de renda, com mais empregos e mais valorização dos empregados.

Durante a negociação, a Fenacrefi disse ter ficado perplexa com a pauta de reivindicações e que a mesma não condizia com a conjuntura econômica de crise. Os representantes dos financiários deixaram claro que a minuta se baseia exatamente na conjuntura atual e que a crise não afetou o sistema financeiro, que segue atingindo grandes lucros no Brasil. Além disso, ressaltaram que a pauta reuniu anseios de trabalhadores de todo o país e foi aprovada na 1ª Conferência Nacional dos Financiários.

Mesa de PLR

A mesa temática sobre PLR foi criada para ser reformulado o modelo atual da CCT. Em relação à proposta apresentada pelos financiários, que consiste no adiantamento de 60% do valor fixo da PLR + 54% do salário + adicional de PLR, a Fenacrefi informou que não será viável e sinalizou continuar com o mesmo modelo, reajustado pelo índice da Campanha.

Terceirização

A Fenacrefi também não concordou com a instalação de mesa temática sobre terceirização, argumentando que vai aguardar os resultados da aprovação do PLC 30/2015 (originalmente, PL 4.330, em tramitação no Senado e que permite a terceirização irrestrita, também para as atividades-fim.

Metas Abusivas

Em mais uma resposta que desrespeitou a pauta dos trabalhadores, a Fenacrefi afirmou que é difícil regular metas e que “abusivas” não existem.

Para os representantes dos financiários, isto demonstra um contrassenso, uma vez que eles alegam queda de produção e as metas só aumentam.

Demais cláusulas específicas

Outras reivindicações dos financiários que foram ignoradas foram sobre as cláusulas 87 e 92 da minuta, que se referem à garantia de retorno ao trabalho e à garantia de salário do empregado com benefício indeferido ou alta médica da previdência.

Os representantes dos financiários reafirmaram que continuarão cobrando respeito aos trabalhadores e que as reivindicações sejam atendidas.

Abono Assiduidade

Outra reinvindicação prioritária dos trabalhadores que foi negada nesta primeira rodada de negociação se refere ao abono assiduidade. Novamente agindo com desrespeito à categoria, a Fenacrefi alegou que assiduidade é uma obrigação do trabalhador, e que não concorda em premiar.

Parcelamento de Férias

A única cláusula que teve um retorno positivo foi sobre o parcelamento de férias. As financeiras ficaram de analisar a proposta com menos tempo de parcelamento e dar um retorno aos financiários durante a Campanha Nacional de 2016.

Próxima reunião

As financeiras sinalizaram o interesse de fechar uma proposta de índice antes dos bancários. A próxima rodada de negociação dos financiários com a Fenacrefi será no dia 2 de agosto, em São Paulo, na sede da Fenacrefi.

Principais reivindicações dos financiários

Entre as reivindicações da Campanha Nacional 2016 estão: reajuste de 15,31%, composto pela reposição da inflação mais 5% aumento real, Piso Escritório R$ 3.777,93 (valor igual ao salário mínimo indicado pelo Dieese em maio de 2016) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários, entre outros pontos.

Outros itens prioritários da pauta de reivindicações dos financiários estão relacionados à saúde e condições de trabalho, como o assédio moral e metas abusivas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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