Foto: Michael Melo/Metrópoles

 

As entidades de representação dos funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil iniciaram um novo processo de negociação com o banco nesta terça-feira, 24.

O banco afirmou que a proposta, cujos detalhes serão melhor apresentados aos funcionários da ativa e aposentados, tem como base o relatório da Consultoria Accenture, contratada e paga pelo BB conforme negociação anterior, com os parâmetros estabelecidos no Memorando de Entendimentos assinado em 21 de outubro de 2016.

A proposta apresentada altera o custeio dos Plano Associados para ativos e aposentados, altera o modelo de governança paritária e quebra o princípio da solidariedade, instituindo também a cobrança por dependente.

Com a Contribuição por Titular, o Banco do Brasil mantém os 4,5% e os associados 4%, ficando permanente a contribuição extraordinária que iria até 2019.

A Contribuição por Dependente estabelece o valor base de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II). Assim, a cobrança por dependente se daria de forma diferenciada entre ativos e aposentados.

Os aposentados teriam de contribuir com 100% do valor base (R$360,57) para o primeiro dependente e mais 20% do valor para o segundo em diante (R$72,11). Já para os ativos, seria 40% do valor base por dependente até o terceiro (R$144,23 por dependente) mais 20% do valor base (R$72,11) a partir do terceiro dependente. Desse valor, 60% seria pago pelo Banco do Brasil diretamente à Cassi.

No caso da Contribuição Total, ficam estabelecidos os dois tipos de contribuição citados acima limitados a 10% da renda.

Mudança na governança

Com a mudança na governança, a Cassi passaria a contar com cinco diretorias, mais a presidência – o modelo atual tem três diretorias e presidência. A presidência e a diretoria de Tecnologia e Inovação seriam indicadas pelo BB. Os representantes de Administração e Gestão de Risco e Relacionamento seriam eleitos. Já as diretorias de Produtos e Programas e Rede de Atendimento seriam representadas por técnicos.

A proposta para a Governança inclui ainda o voto de qualidade (voto de minerva) para o patrocinador no Conselho Deliberativo.

As entidades farão debates com os associados para melhor entendimento e análise técnica da proposta.

Para Matheus Fraiha, funcionário do BB e secretário Geral do Sindicato, “além do absurdo de aumentar a contraparte dos associados de 3,5 para 4% e de instituir o “voto de minerva” em favor do banco, o BB ainda propõe cobrança por dependentes, diferenciando entre ativos e aposentados e ainda estipulando valores fixos e não por percentuais do salário de contribuição. Isto onera ainda mais quem ganha menos”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

Compartilhe: