Representantes dos trabalhadores se reuniram, nesta quinta-feira, 25, em São Paulo, com o Santander para discutir questões ligadas à saúde dos trabalhadores. Durante o Fórum de Saúde e Condições de Trabalho, os dirigentes sindicais denunciaram a falta de funcionários, a sobrecarga de serviços, as metas abusivas, o assédio moral e a falta de segurança nos locais de trabalho, que estão agravando os problemas de saúde dos trabalhadores.

Condições de trabalho

Os representantes dos trabalhadores discutiram as propostas de saúde e condições de trabalho que constam na pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, realizado nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo.

As condições de trabalho no banco são as piores possíveis e se deterioram dia a dia. No ano passado, houve corte de 572 postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, segundo informações colhidas pelos sindicatos, o banco demitiu 2.604 funcionários, dos quais 1.820 sem justa causa.

Foram denunciadas a prática do assédio moral para o atingimento das metas abusivas e a exposição do ranking individual dos funcionários que, apesar de proibida pela convenção coletiva, também continua sendo feita em várias regiões.

O descaso é tão grande que até mesmo caixas têm levado chaves da agência e do cofre para casa. Os trabalhadores cobraram o fim da guarda das chaves, com a contratação de empresas especializadas de segurança para a abertura e o fechamento das agências ou a utilização de dispositivos de controle remoto para esta finalidade.

Os representantes dos trabalhadores denunciaram também casos de estagiários e aprendizes que possuem metas em algumas unidades de trabalho. O banco ficou de avaliar uma forma de orientar a rede de agências sobre essa medida irregular.

Planos de saúde

Os dirigentes sindicais defenderam novamente a proposta de manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, nas mesmas condições de cobertura assistencial que o funcionário gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante o pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado de seu holerite (contra cheque).

Também foi ressaltada a importância de discutir a unificação da gestão dos planos de saúde, buscando garantir a participação dos trabalhadores e assegurar transparência, com acesso aos contratos e aos estudos atuariais que subsidiam as decisões sobre pagamentos e contribuições. Além disso, os bancários cobraram o recebimento de extratos mensais com as despesas realizadas, a exemplo do procedimento já adotado há muitos anos pela Cabesp.

O banco se limitou a dizer que o assunto está sendo estudado.

Os representantes dos bancários propuseram ainda que o banco estabeleça meses fixos para quem quiser fazer upgrade e downgrade, facilitando o planejamento e evitando transtornos.

Programa de retorno ao trabalho

Os bancários reivindicaram um programa de reabilitação, cujo objetivo é assegurar condições adequadas de reinserção do empregado no trabalho, após encerramento de benefício previdenciário, de origem ocupacional ou não.

O banco prometeu que apresentará e discutirá o programa com o movimento sindical antes da sua implantação.

Funcionamento das CIPAs

Os representantes dos trabalhadores apresentaram ainda ao banco um conjunto de garantias necessárias para o pleno funcionamento das CIPAs, bem como o respeito aos cipeiros eleitos e as decisões tomadas nas reuniões da CIPAs.

Garantir o pleno funcionamento da comissão significa avançar na prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, buscando a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador, de modo a tornar o trabalho, direito fundamental do ser humano, em fonte de prazer e não de doenças.

O banco ficou de analisar as propostas.

Comitê de Relações Trabalhistas

Na próxima segunda-feira, 29, ocorre nova reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), no prédio do ex-Banespa. Estará em discussão a pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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