Foto: Jailton Garcia – Contraf-CUT

 

O Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na tarde de quinta-feira, 20, para tratar da plena implementação da clausula 58, que cria políticas de aprimoramento e fortalecimento de combate ao assédio moral no ambiente de trabalho. A diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte, participou da reunião.

Na mesa, o movimento sindical cobrou ações dos representantes dos bancos, que informaram não ter ainda como estratificar os casos e diminuir o tempo de apuração das denúncias.

O instrumento, criado em 2010, prevê canais de denúncias por parte dos sindicatos, que devem, antes de encaminhar aos bancos, fazer um tratamento do caso, certificando-se tratar realmente de assédio moral no trabalho, acompanhar todo o processo de apuração, dar retorno para a pessoa que denunciou e ter certeza que houve melhoria nas condições e no processo de trabalho.

A cada semestre, a Contraf-CUT e a Fenaban fazem uma avaliação do instrumento e os dados são apresentados e debatidos.

Como nas reuniões anteriores, os bancários reivindicaram a redução do prazo de apuração, dos atuais 45 dias para 30 dias; a estratificação dos casos que transitaram pelo instrumento; e a criação de critérios de apuração a serem utilizados pelos bancos para determinar se uma denúncia é procedente ou improcedente.

Os representantes da categoria reforçaram que só será possível trabalhar na prevenção de conflitos se as entidades sindicais tiverem conhecimento das causas.

A Fenaban apresentou dados estatísticos de 2011 a 2017, que comprovam um número crescente de denúncias procedentes no período. Porém, os bancos informaram que ainda não há possibilidade de redução do tempo de apuração das mesmas.

Para Luciana Duarte, diretora de Saúde do Sindicato, a estratificação das denúncias é muito importante. “Somente assim poderemos atuar em conjunto na prevenção do adoecimento na categoria decorrente da prática de assédio moral. O instrumento que foi criado para combater o assédio moral é utilizado para denúncias aos sindicatos e 99% destas denúncias são de assédio moral. Porém, precisamos ter acesso também ao teor das denúncias dos canais internos dos bancos, já que atualmente elas nos são apresentadas de forma geral”, afirmou.

A Fenaban informou que fará um levantamento das ações e que o presentará na próxima reunião, marcada para o dia 21 de setembro.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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