Foto: Contraf-CUT

 

O seminário de saúde “Integrando estratégias de enfrentamento ao adoecimento nos bancos”, realizado na quarta-feira, 13, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, foi pensado para atender um desejo da categoria. De acordo com a Consulta Nacional, realizada em 2018, o tema “saúde e condições de trabalho” está entre as maiores preocupações dos bancários.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, assim como a diretora de Saúde, Luciana Duarte, e a diretora Luciana Bagno participaram do evento.

O seminário teve como objetivo socializar informações sobre atuação e negociações das COEs em relação ao tema; integrar ações de conscientização e mobilização da categoria; elaborar estratégia conjunta para enfrentar a situação; definir prioridades e atualizar a pauta para condução das negociações na mesa permanente.

O evento começou com a apresentação da situação atual das condições de trabalho da categoria. A gravidade da situação revela-se nos dados publicados pela Previdência Social, Ministério Público do Trabalho, secretarias regionais do trabalho, centros de referência em saúde do trabalhador e demais órgãos e instituições que atuam nas políticas públicas de vigilância e saúde.

Dois tipos de enfermidade são mais recorrentes entre os trabalhadores do setor e afetam parcela significante da categoria, comprometendo a capacidade laborativa dos trabalhadores: osteomusculoesqueléticas e sofrimento psíquico ou adoecimento mental.

Na sequência, Vivian Rodrigues, técnica da subseção do Dieese na Contraf-CUT, apresentou uma síntese de várias pesquisas sobre as condições de trabalho e saúde.

Houve também discussões sobre as dificuldades enfrentadas pelos bancários quando adoecem, em relação aos encaminhamentos junto aos bancos e ao INSS, para o tratamento bem como para o retorno ao trabalho.

Os representantes da categoria debateram ainda sobre o mundo do trabalho bancário com o avanço da tecnologia, a flexibilização dos processos que afetam o perfil, a subjetividade e o modo de trabalhar.

“As apresentações geraram excelentes debates que culminaram na definição de estratégias para a realização de uma efetiva prevenção, na qual as metas e o assédio moral tornaram-se o principal fator de adoecimento. A principal de todas as propostas é que seja garantida atenção aos trabalhadores que adoeçam no trabalho e uma efetiva ação de prevenção”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT.

Foram definidos eixos de atuação do movimento sindical bancário:

  • Prevenção – Buscar que os bancos cumpram as normas legais de saúde, pactuando os mecanismos efetivos para isso.
  • Negociar um fluxo de atenção aos adoecidos e acidentados no trabalho que garanta uma efetiva recuperação, sem prejuízos funcionais, inibindo práticas discriminatórias.
  • Garantir um retorno ao trabalho que não penalize o trabalhador, permitindo a volta a suas funções sem perdas e de acordo com suas capacidades.
  • Elaborar propostas efetivas para coibir as práticas de assédio moral e organizacional, pressão por resultados e metas abusivas.

“Foi uma atividade muito representativa, com ampla participação, que permitiu acumular informações e traçar estratégias de enfrentamento ao adoecimento nos bancos. Os participantes reafirmaram que o tema saúde e condições no trabalho deve ser prioritário para o movimento bancário. No dia 27 de março, teremos mesa de negociação com a Fenaban sobre o tema e o seminário serviu para nos deixar bastante preparados para o debate e para avançar em conquistas que garantam uma efetiva prevenção e atenção aos adoecidos no exercício da profissão”, finalizou o secretário de Saúde da Contraf-CUT.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT