O Sindicato, juntamente com a Contraf-CUT e federações, se reuniu com o HSBC nesta terça-feira, 2, em São Paulo, para iniciar as negociações da pauta específica que foi entregue ao banco no dia 19 de junho. O funcionário do HSBC e diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, esteve presente na reunião.

Durante a negociação, o banco concordou com demandas como a criação da Comissão Paritária de Saúde, treinamentos internos oferecidos aos funcionários somente no período da jornada de trabalho, adiantamento de férias entre duas e cinco parcelas, bolsa auxílio-educação, folga nas datas de aniversário do funcionário e de tempo de casa, e planos (com mínimo de duas operadoras) de saúde e odontológico.

Após pressão dos sindicatos, pela primeira vez o banco concordou em formalizar essas reivindicações, que já estavam em vigor, num Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, possibilitando a fiscalização efetiva do movimento sindical.

O HSBC se comprometeu a debater a viabilidade dos demais itens da minuta em uma nova rodada de negociação agendada para o próximo dia 30.

Para o funcionário do HSBC e diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, houve avanços mas ainda são insuficientes. “A mobilização é essencial para que possamos conquistar mais direitos e garantias para os funcionários do HSBC. Conseguimos avançar, mas continuaremos pressionando o banco e exigindo melhorias efetivas, condições dignas de trabalho, respeito e valorização dos bancários”, afirmou.

Emprego

Apesar de cobrado pelos representantes dos funcionários, o HSBC não assegurou proteção nem garantias ao emprego, mas apontou para a possibilidade de iniciar alguma negociação nos moldes do comitê de clientes para debater questões relativas às condições de trabalho e atendimento.

Os representantes dos trabalhadores ressaltaram os prejuízos causados pela política de demissões do HSBC, com a rotatividade e o corte de vagas, que pioram as condições de trabalho e prejudicam a qualidade dos serviços.

Outro problema apontado pelos funcionários é a expansão da terceirização. De acordo com dados do Dieese, os correspondentes bancários cresceram 600% em período recente.

PPR

Em relação ao Programa de Participação nos Resultados (PPR), o HSBC solicitou que o assunto não fosse abordado na reunião, pois ainda não concluiu a análise do tema com o responsável pelo programa. O banco se comprometeu a agendar, durante o mês de julho, uma reunião específica para tratar da questão.

Os bancários cobram negociação sobre o programa de participação e reivindicaram que o banco assegure o compromisso de não compensação do programa próprio com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), prevista na Convenção Coletiva Nacional dos Bancários, conforme foi anunciado em 2012.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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