Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato paralisou, nesta quarta-feira, 5, três agências do Bradesco localizadas na rua Curitiba e nas avenidas Afonso Pena e Amazonas, no centro de Belo Horizonte para  exigir melhores condições de trabalho, valorização e segurança, com a imediata instalação de biombos nas agências. As unidades de trabalho ficaram fechadas durante todo o expediente, quando o Sindicato distribuiu uma carta aos funcionários e à população denunciando o descaso do banco.

O Bradesco continua descumprindo a lei municipal 10.200/2011 de Belo Horizonte, que obriga a instalação de biombos entre os caixas e espaços reservados para a fila de espera nas agências. Com este descaso, o banco coloca em risco a vida de bancários, clientes e usuários de seus serviços.

O banco parece desconhecer que o número de ocorrências das chamadas “saidinhas de banco” caiu em Belo Horizonte desde a obrigatoriedade da instalação dos equipamentos de segurança. De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais divulgadas em 2012, houve redução de cerca de 57% neste tipo de ocorrência entre 2011 e 2012.

Os dados apontam também que 97% das “saidinhas” ocorreram em agências que não contavam com os biombos, o que comprova a eficácia da medida e tira qualquer razão do Bradesco para descumprir a lei, motivo pelo qual diversas agências do banco já foram autuadas em Belo Horizonte.

O Sindicato também exige do Bradesco o fim das metas abusivas, do assédio moral e das demissões. Apesar de ter lucrado quase R$ 3 bilhões somente no primeiro trimestre de 2013, o banco fechou 592 postos de trabalho durante o mesmo período. Em 12 meses, foram 2.309 vagas fechadas, ao mesmo tempo em que cresceu o número de postos de atendimento e, consequentemente, o desgaste e a pressão exercida sobre os funcionários.

Para o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Leonardo Marques, é inconcebível que o banco continue descumprindo a lei. “O Sindicato exige que o Bradesco respeite seus funcionários e clientes e que garanta segurança em suas agências. A mobilização continua e, se for necessário, mais agências serão paralisadas”, afirmou.

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