Nesta quarta-feira, 19, os sindicatos dos bancários de Belo Horizonte e de Porto Alegre se reuniram com o Mercantil do Brasil na sede do banco em Belo Horizonte. Os representantes dos trabalhadores cobraram a manutenção dos empregos de funcionários com estabilidade que foram demitidos após o encerramento da última agência do Mercantil no estado do Rio Grande do Sul, agendado para ocorrer nesta sexta-feira, 21 de setembro.

O Sindicato dos Bancários de BH e Região foi representado pelo diretor Marco Aurélio Alves, que é diretor do Sindicato e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados do Mercantil, e por Ewerton Gimenis, presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Já o banco foi representado pelo superintendente de RH, Márcio Ferreira, e pela supervisora de Saúde Ocupacional, Liziane Cotta.

O encerramento da unidade em Porto Alegre pegou de surpresa dezenas de trabalhadores e milhares de clientes da instituição financeira, já que o Mercantil do Brasil esteve presente no estado por mais de 40 anos ininterruptos.

O banco argumentou que o encerramento da agência se deve a um novo posicionamento estratégico de negócios e que respeitará o vínculo com os funcionários afastados antes do anúncio do fechamento. Já para os trabalhadores que apresentaram atestados ou que conseguiram o benefício B91, junto ao INSS, após o anúncio do encerramento, o banco ficou de dar resposta, entre os dias 24 e 25 de setembro, sobre eventual reversão das demissões.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato dos Bancários de BH e Região, a reunião foi importante para cobrar a manutenção do vínculo empregatício dos bancários com problemas de saúde. “Os funcionários debilitados não podem ser duplamente penalizados. Mesmo com o fim da presença do Mercantil no Rio Grande do Sul, o banco não pode fugir de sua responsabilidade”, afirmou.

Já Everton Gimenis, presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, a reunião mostrou ao Mercantil que os sindicatos estão dispostos a negociar. “É de amplo conhecimento que o empregado não pode ser dispensado doente se estiver afastado do trabalho para se tratar dela. Neste caso, quando o médico atesta que o empregado não pode trabalhar por conta da doença, o contrato de trabalho fica suspenso até a alta médica. Por isso, o contrato não pode ser encerrado, como ocorreu com alguns bancários por conta do encerramento da agência em Porto Alegre”, explicou.

 

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