A CAIXA divulgou, nesta terça-feira, 8, comunicado interno com as regras da promoção por mérito 2018, ano base 2017. A sistemática, assegurada no Acordo Coletivo de Trabalho 2016-2018, prevê pontuação final de até 70 pontos, resultante do somatório dos pontos nos critérios Frequência ao Trabalho, PCMSO, Horas de Capacitação, Iniciativas de Autodesenvolvimento e Indicação de Empregado na Unidade.

Uma das preocupações das entidades representativas é garantir que a capacitação, um dos quesitos para atingir os deltas, seja realizada durante o expediente. Esta reivindicação já foi feita à CAIXA, no dia 25 de maio, em reunião do Grupo de Trabalho que trata do assunto.

Os trabalhadores deixaram claro que não aceitarão que empregados fiquem sem delta devido à sobrecarga de trabalho nas unidades. O Acordo assinado com o banco garante seis horas mensais para fazer cursos no Universidade Caixa.

A tendência é de piora da situação de sobrecarga, com a saída de ainda mais empregados com a reabertura do Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE). Por isso, o Sindicato alerta que bancárias e bancários devem denunciar imediatamente se tiverem dificuldades para realizar os cursos.

Histórico de luta

A ascensão na CAIXA tem sido assegurada com muita luta dos trabalhadores e das entidades. O banco já deu sinais de querer acabar com essa conquista de 2008 na unificação dos Planos de Cargos e Salários (PCSs). Em 2014, por exemplo, a CAIXA não discutiu a sistemática e, somente com a pressão dos empregados, foram garantidos o pagamento de um delta para todos os promovíveis e a inclusão da sistemática no ACT 2015-2016.

Em 2015, a Comissão Paritária do Plano de Cargos e Salários debateu as regras da promoção por merecimento, com avanços significativos. No ano passado, dos 91.928 trabalhadores considerados promovíveis, 63.520 (69,1%) receberam um delta e 14.991 (16,3%) foram contemplados com dois deltas. No caso das referências do PCS de 2008, por exemplo, cada delta representou 2,33% de aumento nos salários.

A mesma sistemática adotada em 2015 foi assegurada também para 2016, com pagamento dos deltas em janeiro de 2017. Após a Campanha Nacional do ano passado, ela foi mantida para a promoção por mérito 2018, ano base 2017.

O modelo prevê uma pontuação máxima de 70 pontos. Os critérios objetivos foram distribuídos da seguinte forma: 20 pela conclusão de 30 horas anuais de módulos da Universidade Caixa, 5 pontos pela participação no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e outros 15 pontos para a frequência medida pelo Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon).

A sistemática também considera critérios subjetivos, que garantiram até 20 pontos. Cada empregado indica de dois a oito empregados da sua unidade (preferencialmente da sua equipe) que atenderam aos critérios de avaliação como relacionamento no ambiente de trabalho e contribuição para a solução de problemas. A distribuição dos 20 pontos variou em função do número de indicações, que tiveram relação com o número de indicações recebidas. Foi garantida também a pontuação extra de 10 pontos para iniciativa de autodesenvolvimento.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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