Luciana_Duarte

O Sindicato participou, nesta quarta-feira, 25 de janeiro, juntamente com representantes de outros sindicatos de Belo Horizonte e centrais sindicais , de uma reunião convocada pela OAB, visando a organização de um grande ato contra a reforma da previdência. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, foi representada pela diretora da entidade, Luciana Duarte. Ficou definido que a manifestação será realizada no dia 8 de fevereiro, quarta-feira, ás 10h, na Praça Sete, no centro da Capital.

O objetivo da manifestação é a conscientização da sociedade quanto ao absurdo que está sendo proposto pelo governo federal através da PEC 287, que visa desmontar a previdência social e lesar milhões de trabalhadores brasileiros.A reforma prevê aposentadoria as 65 anos de idade e derruba as regras vigentes, baseadas na aposentadoria proporcional e fator 85/95. Pela regra proposta, o trabalhador deverá trabalhar 49 anos para obter a aposentadoria integral, sendo que esta conta pode aumentar cada vez que aumenta a expectativa de vida.

A idade para se aposentar passaria para 65 anos para homens e mulheres, haveria o fim da integralidade da pensão por morte,e o benefício prestação continuada poderia sofrer uma drástica alteração ao ser reduzida a menos de um salário mínimo. A carência mínima para aposentadoria por idade passaria de 15 para 25 anos.

As aposentadorias por invalidez também sofreriam alterações , passando não ser mais 100%, com proibição de aposentadoria e pensão por morte .

A falácia do déficit da previdência, quer convencer os trabalhadores que eles têm que pagar uma conta absurda por um rombo que não existe. Portanto, os milhões gastos pelo governo em horário nobre com propagandas sobre a previdência não refletem a realidade. Um estudo feito pela ANFIP prova que a realidade é outra. O artigo 194 da Constituição federal comprova que a quantia que a seguridade social arrecada é suficiente para pagar gastos com toda a previdência social, bem como saúde e assistência, sendo que ainda sobra no caixa bilhões a cada ano.

O discurso do governo afirmando que a previdência não é sustentável, leva em consideração em seus cálculos apenas as contribuições sobre a folha de pagamento, deixando de incluir na receita da previdência as arrecadações da COFINS e CSSLL, por exemplo, contribuições essas destinadas a seguridade social conforme artigo 195 da Constituição Federal.

O governo quer enfiar goela abaixo dos brasileiros uma reforma que trará sérios prejuízos para as gerações de hoje e as futuras gerações. Isso, sem abrir a real situação do caixa da previdência aos brasileiros. Em contrapartida, agracia as operadoras de telefonia com perdão de dívidas estratosféricas, incentiva e perdoa dívidas milionárias de emissoras de TV e é benevolente com os banqueiros, cuja reforma proposta pela PEC 287, é um grande incentivo para a venda de planos privados de previdência.

“Todo cidadão brasileiro deve saber o que está por trás de uma reforma tão nefasta como essa que lesa e lesará os trabalhadores brasileiros. Exigimos a abertura das contas da previdência para a população e cobramos que haja uma discussão aberta com toda a sociedade. Exigimos também a recriação do Ministério da Previdência Social , que começou a ser sucateado por este governo privatista, que visa fazer o mesmo com todo o patrimônio público. Nossas propostas também passam por cobrança das dívidas existentes com a previdência, criação de empregos com carteira assinada e fiscalização das empresas “, destaca a diretora do Sindicato, Luciana Duarte.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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