Foto: Contraf-CUT

O 24º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou, após três dias de debates, a pauta de reivindicações específicas, centrada no combate ao plano de funções comissionadas, o assédio moral, a política antissindical e as péssimas condições de trabalho. O Sindicato esteve presente no Congresso com 12 delegados, sendo a maioria formada por bancários de base e 40% de mulheres. No total, o Congresso contou com a participação de 318 delegados de todo o país, sendo 214 homens e 104 mulheres.

Os representantes dos funcionários aprovaram uma série de propostas em quatro grandes eixos que foram debatidos no evento: remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional.

Os bancários ressaltaram a necessidade do enfrentamento à administração do BB dos últimos anos, exigindo respeito aos trabalhadores, com melhores condições de trabalho, e ao papel social que deve ter um grande banco público. A implantação unilateral do novo plano de funções e as decisões tomadas sem a participação do movimento sindical também foram críticas presentes nas discussões.

Remuneração e Condições de Trabalho

Com grande participação dos mais de 80 delegados e delegadas de todo o país, o grupo Remuneração e Condições de Trabalho discutiu, entre outros temas, o Plano de Carreira e Remuneração (PCR) e o plano de funções comissionadas, implantado unilateralmente pela direção do BB em 28 de janeiro deste ano.

Outros assuntos que dominaram o debate no grupo de trabalho foram as condições de trabalho e a necessidade de mobilização dos trabalhadores para enfrentar os ataques da direção do banco.

Saúde e Previdência

Questões essenciais relacionadas à Cassi e Previ foram apreciadas pelo grupo que discutiu Saúde e Previdência. Coordenador do grupo, o funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento, elogiou o empenho dos delegados que participaram dos debates. “A maioria dos itens foi aprovada por consenso. Já em relação às propostas divergentes, conseguimos uma discussão madura e produtiva.”

Em relação à Cassi, o funcionalismo deliberou itens sobre os aspectos referentes aos funcionários e outros que envolvem a responsabilidade do BB com a saúde dos bancários e bancárias.

Também aprovaram Cassi para todos os funcionários, incluindo os incorporados, e melhoria da comunicação no plano de saúde.

Sobre Previ, os integrantes do grupo discutiram o aumento de benefícios no Plano 1, melhorias no Previ Futuro e o retorno do resgate da parte patronal no desligamento desse plano.

“Ricos, os debates resultaram na apresentação de propostas que vão melhorar a aposentadoria dos bancários do BB”, acrescentou Wagner.

Banco do Brasil e o SFN
Em mais de quatro horas de debates, os integrantes do grupo Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional (SFN) aprofundaram questões importantes para manter o banco não somente estatal, mas também público.

Crucial para os bancários, clientes e usuários do sistema financeiro, a realização de uma conferência nacional sobre o tema também foi debatida pelos integrantes do grupo.

Além desses temas, o grupo também debateu juros, tarifas, linhas de crédito e internacionalização do BB. Os itens que não foram consenso entre a maioria serão discutidos na plenária deste domingo.

Organização do movimento
O grupo discutiu, entre outros temas, a estratégia da Campanha Nacional 2013, o modelo de negociação de mesa única da Fenaban com mesa concomitante para discutir as questões específicas do BB, o fortalecimento dos fóruns da categoria, a mobilização e a unidade nacional da categoria.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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