O Carnaval Sem Aids/DST, promovido pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região e animado pelo tradicional Bloco do Pirulito, vai mais uma vez às ruas entre os dias 22 e 28 de fevereiro de 2019. O objetivo é alegrar e conscientizar a população sobre a importância de prevenir, diagnosticar e tratar a Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a sífilis, o HPV e as hepatites virais.

A 26ª edição do Carnaval Sem Aids/DST busca destacar o fato de que o Brasil tem um dos melhores programas de HIV/Aids em todo o mundo. Um programa que revolucionou o tratamento e reduziu a disseminação da epidemia mundial ao adotar uma política de distribuição gratuita de medicamentos.

Estimativas apontam que, se o Sistema Único de Saúde (SUS) não tivesse implementado esta estratégia, ao invés de 860 mil casos, o Brasil poderia ter 18 milhões de pessoas infectadas pelo HIV.

No atual período, a população deve estar atenta não apenas aos riscos das DSTs, mas também para a importância de defender o SUS e a gratuidade do atendimento, da testagem, do apoio psicológico e da distribuição de medicamentos de alta tecnologia, além de preservativos.

Qualquer corte nos investimentos em saúde representa uma ameaça e pode levar milhões de brasileiros a ficarem sem prevenção, atendimento, diagnóstico e tratamento adequados. Por isso, fique atento! Prevenção e tratamento são direitos de todos!

 

Programação

Belo Horizonte

22 de fevereiro – Lançamento do 26º Carnaval Sem Aids/DST. A partir das 17h – Concentração do Bloco do Pirulito em frente à sede do Sindicato.
Endereço: Rua dos Tamoios, 611 – Centro

25 a 27 de fevereiro – Visita às unidades e distribuição de materiais.

São João Del Rei

28 de fevereiro – Visita às unidades e distribuição de materiais e desfile do Bloco do Pirulito.

 

30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids

Em 2018, o Dia Mundial de Luta contra a Aids completou 30 anos. Instituído pela Assembleia Geral da ONU e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o 1º de dezembro se tornou um marco na resposta global à epidemia.

O Sindicato dos Bancários de BH e Região faz parte desta luta desde seu início e, com o Carnaval Sem Aids/DST, promove a conscientização da população pelo 26º ano em 2019.

A Aids, ou Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, é causada pelo vírus HIV. Ele ataca células de defesa do corpo, deixando-o vulnerável a várias doenças. Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas, ainda não há cura, mas com os avanços no diagnóstico e no tratamento já é possível viver com o HIV.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 92% das pessoas que estão em tratamento já atingiram o estado de indetectáveis. Isto significa que a pessoa não transmite mais o vírus e consegue manter qualidade de vida sem manifestar os sintomas da Aids.

Mesmo assim, a prevenção é fundamental. A utilização de preservativos em todas as relações sexuais é a forma mais eficaz de evitar a transmissão do HIV e também de diversas outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Além disso, se você esteve em uma situação de risco – relação sexual sem proteção ou compartilhamento de seringas – faça o teste! O diagnóstico é essencial para garantir qualidade de vida com um tratamento eficaz.

 

Saiba mais: prevenção combinada

PEP

PEP é a sigla em inglês para profilaxia pós-exposição. Trata-se da prescrição de medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV em caso de contato recente com o vírus. Esses remédios devem começar a ser tomados em até 72 horas após o contato. O tratamento dura 28 dias consecutivos e não deve ser interrompido.

PrEP

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. Ela consiste na tomada diária de um comprimido, antes do contato com o vírus, para impedir que o HIV infecte o organismo.

No Brasil, o medicamento já é fornecido gratuitamente pelo SUS, com foco em populações-chave: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores/as do sexo e casais sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não).

Para saber onde encontrar a PEP e a PrEP, entre em contato com o Disque Saúde (136).

 

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)

A Aids é apenas uma de muitas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O uso de preservativo, o diagnóstico e o tratamento são a melhor forma de combater estas infecções, que podem evoluir até a morte.

Sífilis – Transmitida pelo contato sexual ou de gestante infectada para o feto. Ela se manifesta, inicialmente, por uma ferida no local de contato com a bactéria, como pênis, vagina, ânus e boca. A lesão não dói, não coça e pode cicatrizar sozinha.

HPV – Causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Alguns tipos podem causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. A infecção é muito comum e não se conhece o tempo em que o vírus pode permanecer sem apresentar sintomas.

Hepatites virais – São inflamações do fígado e nem sempre apresentam sintomas, mas podem se manifestar por cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

 

Faça o teste!

Os exames que detectam o HIV e outras DSTs podem ser realizados gratuitamente nas unidades de saúde da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Você pode se informar sobre onde fazer os testes através do Disque Saúde (136).

 

Compartilhe: