Bandeira do Orgulho Trans marca a luta por direitos e visibilidade

 

Em 29 de janeiro, é celebrado, no Brasil, o Dia da Visibilidade Trans (travestis e pessoas trans). Destacar a data se faz muito importante no atual contexto, de incertezas e ameaças à população trans no cenário político conservador.

O Dia da Visibilidade Trans surgiu em janeiro de 2004, durante o governo Lula, quando 27 travestis, mulheres transexuais e homens trans entraram no Congresso Nacional, em Brasília, para lançar a campanha “Travesti e Respeito”, do Ministério da Saúde.

Foi a primeira campanha nacional idealizada e organizada pelas próprias pessoas trans para a promoção do respeito e da cidadania. Desde então, a data é celebrada com a realização, em todo o país, de diversas ações de visibilidade positiva desta população.

Quando se fala em visibilidade, busca-se chamar a atenção para o fato de que travestis e transexuais continuam invisíveis do ponto de vista do respeito aos direitos e da dignidade, tanto para o governo quanto para a sociedade como um todo.

Mesmo após 15 anos do lançamento da primeira campanha voltada à população trans, o Brasil continua sendo o país que mais mata estas pessoas, segundo dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e do IBTE (Instituto Brasileiro Trans de Educação). Foram 163 casos de assassinatos no ano de 2018.

No mercado de trabalho, a população trans também segue sofrendo com o estigma, a falta de oportunidades e a discriminação. Estas pessoas são alijadas e muitas acabam tendo que recorrer à prostituição para sobreviver, mesmo com avanços nos últimos anos.

A categoria bancária realiza com os bancos, desde 2009, a mesa específica para discutir igualdade de oportunidades. Desde então, foram conquistados o nome social nos crachás para os que reivindicarem, cláusula para garantir direitos a casais homoafetivos e a realização do programa de valorização da diversidade.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Nlucon

 

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