AbonoPerda_31ago

Apesar do que tentam fazer crer os bancos, que inclusive enviaram comunicados aos bancários, o abono proposto pela Fenaban representa perda para os trabalhadores. Esta proposta já foi feita em campanhas anteriores e foi recusada pela categoria.

O abono proposto de R$ 3,3 mil não se integraria aos salários, já que seria pago só uma vez e, sobre ele, incide Imposto de Renda e INSS. Ou seja, o valor que seria pago é bem menor que o apresentado pelos bancos.

Abono não significa aumento real. Significa chegar à próxima Campanha Nacional, em 2017, com toda a inflação de um ano mais as perdas para repor nos salários e demais verbas dos bancários. Ele não se incorpora ao FGTS, à aposentadoria nem ao 13º salário. No longo prazo, isso significaria trabalhadores com menos poder de compra e mais dinheiro nos cofres dos banqueiros.

 

Lucro

Não há crise para o setor bancário. O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, CAIXA, Bradesco, Itaú e Santander), nos seis primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 29,96 bilhões.

Dos 25 setores com empresas de capital aberto avaliados pela Consultoria Economatica, o setor bancário foi o de maior lucratividade no primeiro trimestre deste ano. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 6,2%, atingindo o valor de R$ 26,582 bilhões.

Apesar dos lucros bilionários, os bancos vêm reduzindo a participação dos trabalhadores na riqueza gerada por eles mesmos. Entre 1999 e 2006 a parcela do valor adicionado nos bancos destinado a seus trabalhadores era de 46% e, entre 2007 e 2014, tal parcela caiu para 39%. Por outro lado, o percentual destinado aos acionistas subiu de 29% para 36%.

Dados da categoria

Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país, atingindo os cerca de 512 mil bancários.

Nos últimos doze anos, a categoria conseguiu aumento real acumulado, entre 2004 e 2015, de 20,85% nos salários e 42,1% no piso.

Compartilhe: