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Sindicato realizou ato no centro de Belo Horizonte nesta terça-feira, 6 – Foto: Alessandro Carvalho

O primeiro dia de greve da categoria bancária em todo o Brasil é considerado o maior da história. Em resposta à proposta rebaixada da Fenaban, 7.359 unidades de trabalho tiveram as atividades paralisadas em todo o país. Com isso, no final do dia, a Fenaban chamou a categoria para nova rodada de negociações marcada para esta sexta-feira, 9, às 11h, em São Paulo.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, o primeiro dia de greve mostrou a força da categoria. “Fomos às ruas e deixamos claro para os bancos que exigimos uma proposta decente. Com grande adesão de bancárias e bancários em nossa base e em todo o país, conseguimos arrancar uma nova negociação com a Fenaban e cobraremos que tratem com respeito os trabalhadores. É momento de fortalecer a greve e, por isso, contamos com a presença de todos em nossos atos”, destacou.

Nesta quinta-feira, 8, o Sindicato realiza concentração em frente à agência Comércio do Bradesco, na rua Rio de Janeiro, 328, no centro de Belo Horizonte.

Desde a entrega da minuta, no dia 9 de agosto, já foram realizadas cinco rodadas de negociações. A proposta apresentada pelos bancos no dia 29 de agosto foi de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários.

Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

Lucros exorbitantes

Com os lucros nas alturas, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e CAIXA) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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