Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato continua presente, desde o dia 28 de abril, na agência 3161-BH-Cidade Administrativa do Itaú para garantir que os funcionários do banco não trabalhem com condições precárias de segurança. Conforme a entidade havia denunciado, o Itaú vem adotando, em todo o país, um novo modelo de agências que extingue os postos de trabalho dos caixas, a presença dos vigilantes e retira a porta giratória de segurança.

Com isso, os funcionários da área comercial ficam totalmente desamparados, já que a porta da unidade fica aberta sem nenhum mecanismo que possibilite identificar se quem entra na agência está ou não portando uma arma.

Apesar de o banco dizer que conseguiu aprovação de projeto de segurança e autorização da Polícia Federal para funcionar nestas condições, ele certamente deve ter omitido que no interior da agência ainda ficaram os caixas automáticos que guardam numerários de depósitos ou para saques.

Diante disso, o procedimento de funcionamento fere os artigos 1º e 2º da lei federal 7.102/83, que obriga que as instituições financeiras tenham a presença de vigilantes para funcionar.

Outra informação apurada pelo Sindicato é que o Itaú manterá um funcionário para processar pagamentos de venda de produtos a clientes selecionados, o que também discrimina outros clientes e usuários. O banco, sendo uma concessão publica, é obrigado a atender a todos igualmente.

O Sindicato permanecerá na porta da agência pelo tempo que for necessário para impedir que o Itaú obrigue seus funcionários a trabalhar em condições precárias de segurança e ratifica que já está denunciando o Itaú nos órgãos fiscalizadores. A entidade também orienta que os clientes liguem para o SAC do Itaú e para o Banco Central e que exerçam seu direito de exigir respeito por parte do banco, que deixou de atender a população na agência de negócios mas continua cobrando tarifas elevadas.

Banco desrespeita funcionários e clientes com implantação do novo modelo

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