Foto: Patricia Penna

A forte adesão de bancárias e bancários e o espírito de luta e mobilização marcaram o primeiro dia da greve da categoria na base de BH e região. Cerca de 35% das unidades de trabalho e agências da CAIXA e do Banco do Brasil, além de 65 agências de bancos privados paralisaram suas atividades durante todo o dia desta quinta-feira, 19. Em nível nacional, os bancários fecharam pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal, de acordo com o balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

Os bancários decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em resposta à intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais que se recusam a atender as reivindicações da categoria. A proposta apresentada pelos bancos no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste como reposição da inflação, sem qualquer aumento real, foi recusada na mesa de negociação pelo Comando Nacional dos Bancários.

Animados pelo grupo teatral Cia dos Aflitos e pela Banda dos Bancários, ás 11h30 desta quinta-feira, 19, os bancários se concentraram em frente ao prédio da agência Século da CAIXA, na rua Carijós, esquina com rua Espírito Santo, no Centro de Belo Horizonte.

Nesta sexta-feira, 20, às 12h, será realizada nova concentração para avaliar a greve e decidir os rumos do movimento.

A greve por tempo indeterminado continua até que as reivindicações dos bancários sejam atendidas.

Entre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

O presidente do Sindicato, Cardoso, destacou a forte mobilização do primeiro dia de greve e a disposição de luta da categoria. “Neste primeiro dia de greve, deixamos claro que somos fortes e que nossa mobilização deve crescer ainda mais nos próximos dias. É fundamental que bancárias e bancários participem das manifestações e assembleias e que conversem com os colegas sobre a importância de aderir à greve. Nossa luta é contra a intransigência e a ganância dos banqueiros e exigimos que nossas justas reivindicações sejam atendidas, com aumento real, melhores condições de trabalho, mais segurança e mais contratações para garantir um atendimento digno à população”, afirmou.

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