Foto: Gabriel Penha/Photo Press/Folhapress

 

O raio que causou o apagão no Amapá caiu em uma subestação privada que deveria garantir a ligação do Amapá a todo o sistema integrado nacional. A energia ainda não foi completamente reestabelecida e a população segue sem informações sobre a volta à normalidade. De acordo com o Coletivo Nacional dos Eletricitários, apesar de a companhia energética que abastece o estado ser estatal (Companhia de Eletricidade do Amapá), o problema ocorreu em uma subestação privatizada, cuja dona e responsável é a empresa espanhola Isolux Corsán.

No leilão que a Isolux venceu e que a tornou responsável por tal instalação, houve exigências diferentes para as empresas públicas e para as privadas. Para as empresas públicas, era necessário que houvesse equipamento de reposto e backup de segurança. Já para as empresas privadas não, o que acarretou na tragédia que ocasionou o apagão no Amapá.

A situação expõe, mais uma vez, assim como em casos como os da Vale em Mariana e Brumadinho, os riscos das privatizações. Sob o argumento da eficiência, o atual governo defende a venda de empresas e setores estratégicos. Com isso, coloca em risco o desenvolvimento e a própria infraestrutura do país.

É o caso de bancos públicos como a CAIXA e o Banco do Brasil, que estão na mira do governo para o desmonte e a privatização. Fundamentais para o país, estes bancos ampliam o acesso da população a serviços bancários, executam programas sociais, garantem crédito habitacional e para pequenos agricultores, além de serem lucrativos para o governo.

No caso do apagão no Amapá, apesar de o problema ter sido causado por uma empresa privada, é justamente a Eletronorte (parte da estatal Eletrobras) que atua, agora, para reestabelecer o serviço. Como diz o lema dos eletricitários em sua luta contra a privatização: “Privatizou, encareceu, escureceu”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Reconta Aí

 

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