Mesmo com o lucro bilionário que o Banco do Brasil vem apresentando nos últimos trimestres e o lucro recorde em 2012, a instituição continua desrespeitando e coagindo seus funcionários com a imposição do novo Plano de Funções.

Apenas no quarto trimestre de 2012, o BB registrou lucro líquido de R$ 3,967 bilhões, o que representa um aumento de 33,5% em comparação ao mesmo intervalo de 2011. Em todo o ano de 2012, o banco teve lucro líquido recorde nominal de R$ 12,205 bilhões, resultado 0,65% maior do que o verificado em 2011.

Porém, os grandes números não impediram que o banco tomasse medidas unilaterais prejudiciais àqueles que são os grandes responsáveis por seus bons resultados. O Banco do Brasil impôs a seus funcionários um novo Plano de Funções, que reduziu salários e comissões, e coagiu os bancários para que aceitassem suas condições.

No plano imposto, cerca de 22 mil funcionários podem optar por manter os cargos de oito horas ou reduzir suas jornadas para seis horas. No entanto, além de ter elaborado unilateralmente todo o planejamento, a instituição também está reduzindo salários dos funcionários que optam pela redução da jornada.

O Banco do Brasil obrigou dezenas de milhares de funcionários que ocupam cargos de analistas, assessores e cargos técnicos a assinarem um termo abusivo, que muda o nome de funções e suas atribuições. Foi dado um prazo de seis dias e, caso não houvesse assinatura, o funcionário seria descomissionado.

O Sindicato tem lutado contra o novo plano e já foi aprovada, em assembleia, uma ação judicial coletiva contra o BB para garantir que os funcionários não tenham perdas na migração e não deixem de incorporar benefícios do plano de carreira.

Além disso, o Sindicato realizou nesta quarta-feira, 20, ato contra o novo plano, mobilizando centenas de pessoas em frente ao prédio do Banco do Brasil na rua Rio de Janeiro, 750, no centro de Belo Horizonte. A manifestação levou até o banco a “Porta do Inferno”, que mostrou aos bancários e à população a situação infernal à qual estão sendo submetidos os funcionários do BB.

O presidente do Sindicato, Cardoso, denunciou o plano, que retira direitos conquistados com muita luta pela categoria. “Não podemos permitir que a direção do BB tome estas medidas abusivas. A ação judicial é de extrema importância e a mobilização deve ser permanente para demonstrarmos nossa indignação”, afirmou.

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