O Itaú anunciou, nesta terça-feira, 23 de outubro, lucro líquido no critério recorrente de R$ 3,412 bilhões no terceiro trimestre. O número representa recuo de 13% em comparação ao mesmo trimestre de 2011. O banco também apresentou resultado líquido de R$ 3,372 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11,4% ante igual período do ano passado. Segundo levantamento da consultoria Economatica, apesar da queda, o lucro do banco foi o segundo maior entre os bancos de capital aberto brasileiro.

Nos nove primeiros meses de 2012, o lucro líquido do Itaú ficou em R$ 10,102 bilhões e sua rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), foi de 17,5% no terceiro trimestre.

Mas apesar dos lucros nas alturas, de acordo com o Dieese, o Itaú cortou, apenas este ano, 7.831 postos de trabalho. No terceiro trimestre, o número de empregados caiu de 92.517 para 90.427, com a extinção de 2.090 empregos. Levando em conta o último um ano e meio, desde abril de 2011, já foram 13.595 as vagas fechadas pelo banco.

Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Kennedy Santos, além de colocar no olho da rua milhares de trabalhadores, o Itaú insiste em impor metas abusivas aos bancários, abusar do assédio moral e desvio de funções. “O Sindicato recebe sempre denúncia de pressão do banco para venda de produtos, falta de pessoal, insegurança nas agências e más condições de trabalho”, ressalta.

Segundo Kennedy, o Itaú estabeleceu, em 2012, horários diferenciados em algumas agências de Belo Horizonte e Betim para obter aumento nos resultados, o que obriga os empregados a se adequar e gera extrapolação da jornada de trabalho. “As horas-extras nem sempre são pagas conforme a legislação, já que o banco tem política unilateral de compensação, sem a concordância do Sindicato”, denuncia.

 

Kennedy chama a atenção dos bancários para o fato de que, com as sobrecargas, desvios de função e pressões internas, o Itaú tem também o propósito de forçar o pedido de demissão dos empregados, garantindo a rotatividade necessária com a redução do seu quadro de pessoal.

 

“Temos ainda outros problemas do banco como o plano de saúde Fundação Saúde Itaú oferecido aos funcionários, que conta com poucos médicos e hospitais credenciados, principalmente em cidades do interior onde a Unimed atua. Vamos continuar mobilizados para pressionar a direção do banco, a fim de garantir proteção ao emprego dos bancários, bem como mais contratações e melhores condições de trabalho”, enfatiza Kennedy.

 

Fonte: Contraf-CUT com SEEBBH

 

Notícia atualizada em 25/10/12

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