Em reunião realizada nesta segunda-feira, 1º de dezembro, com os representantes dos bancários  do Itaú, o banco apresentou proposta com alterações no plano de saúde dos funcionários que, de forma geral, aumentam  os custos para os trabalhadores. O Sindicatos foi representado pelos diretores Ted Silvino e Paulo Farias e o Itaú  por Marcelo Orticelli, diretor de relações do Trabalho, e Marco Aurélio de Oliveira, superintendente de Relações Sindicais.

 

Um dos principais pontos negativos na proposta do banco é a mudança da filosofia de cobertura do plano. O novo modelo torna o plano individualizado, diferente do padrão familiar que foi aprovado pelos funcionários em 2010.

 

Outro fator negativo é a criação de dois modelos de plano que , na prática, segrega os funcionários que hoje estão na ativa dos que forem contratados a partir da vigência do plano proposto. Além disso, o banco não apresentou estudo atuarial do plano, que garantiria transparência na negociação.

Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Ted Silvino, aumentar o custo do plano de saúde para o funcionário é inadmissível. “Neste ano, o banco terá o maior lucro da sula história. Até setembro já foram alcançado 14,9 milhões e a nossa expectativa é em relação a melhoria da qualidade e atendimento do plano de saúde. Além disso, o Itaú tem que entender que plano de saúde é um benefício e não um custo a mais para o trabalhador”, afirmou.

 

Contraf-CUT cobra fim da pressão para adesão ao PDV

 

O Itaú apresentou na semana passada um PDV (Plano de Demissão Voluntária) para os assessores operacionais das áreas empresariais EMP II (varejo) III e IV.

 

Durante a reunião, os representantes do banco garantiram que o prazo de adesão vai até junho de 2015 e que estão elegíveis 1.400 empregados em todo o país, dos quais 500 já teriam sido realocados.  Eles garantiram ainda que os funcionários que gozam de qualquer tipo de estabilidade não deverão ser procurados pelos gestores para adesão ao PDV.

 

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