Foto: Arquivo Sindicato

Na sexta rodada de negociação específica da Campanha 2014, realizada nesta terça-feira, 18, em São Paulo, o Santander melhorou a proposta para a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O banco também apresentou proposta para o acordo de Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS). O prazo de vigência é de dois anos, a exemplo dos acordos anteriores. O Sindicato participou da negociação representado pelos diretores Davidson Siqueira e Wagner dos Santos.

A proposta do Santander garante a manutenção das cláusulas existentes do aditivo com algumas atualizações. O banco mantém as atuais 2.500 bolsas de estudo, sendo 2.000 para primeira graduação e 500 para pós-graduação, no valor de 50% da mensalidade, limitado a R$ 442,80, com a aplicação do reajuste de 8,5% conquistado este ano pela categoria a partir de janeiro de 2015 e do reajuste que vier a ser obtido em 2015 a partir de janeiro de 2016. Esta é a primeira vez que os funcionários conquistam bolsas para a pós-graduação.

O banco mantém o grupo de trabalho do SantanderPrevi, criado nos acordos anteriores, com a finalidade de discutir um processo eleitoral democrático no fundo de pensão que possui mais de 44 mil participantes. A primeira reunião será realizada no próximo dia 4 de dezembro, com prazo de conclusão dos trabalhos no dia 30 de abril de 2015.

Outro avanço é na cláusula de igualdade de oportunidades. O banco concordou com a formação de um grupo de trabalho para discutir, de forma conjunta, os dados estatísticos relacionados ao tema.

O banco assegura também ao empregado demitido que o período de continuidade do plano de saúde será iniciado após o término do prazo estipulado na convenção coletiva para assistência médica e hospitalar.

Condições de trabalho

Diante da cobrança dos representantes dos funcionários para a melhoria das condições de trabalho, o Santander propõe a criação de uma nova cláusula para tratar das relações laborais e prestação de serviços financeiros, explicitando as práticas recomendadas aos gestores para uma gestão orientativa, práticas não permitidas e práticas recomendadas perante os clientes. O banco se comprometeu a realizar ampla divulgação das regras de conduta.

No texto, a ser anexado ao aditivo, consta que “as reuniões de planejamento das agências devem ser restritas ao horário da manhã e limitadas a 30 minutos, sempre durante a jornada de trabalho. Devem ser usadas para orientar e dar foco de maneira inspiradora e motivacional, sempre observando o respeito aos funcionários e sem caráter exclusivo de acompanhamento de produção”.

Dentre as práticas não permitidas, o banco relaciona as proibições incluídas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como a “exposição de ranking nominal em qualquer ambiente público, mesmo áreas internas da agência” e a “cobrança de cumprimento de resultados, no telefone particular do funcionário”.

PPRS

O banco apresentou também a proposta de PPRS. O valor de R$ 1.720 pago em fevereiro de 2014 será reajustado pelos índices de reajuste dos dois últimos anos. Com isso, o valor a ser pago em fevereiro de 2015 será corrigido em 8% da Campanha 2013, passando para R$ 1.858. Já o valor a ser creditado em fevereiro de 2016 será reajustado em 8,5% da Campanha 2014, ficando em R$ 2.016.

Folga-assiduidade

O Santander ficou de discutir internamente, no prazo de 30 dias, as medidas necessárias para se adequar ao cumprimento da cláusula 24ª da CCT que trata da folga-assiduidade. Esse direito não está vinculado à data de aniversário, como vem sendo feito equivocadamente pelo banco. A folga deve ser gozada no melhor dia a critério do funcionário em conjunto com o gestor.

Saúde do trabalhador

Foi agendada indicativamente para o próximo dia 28 uma nova reunião com o médico coordenador do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) do Santander, Gustavo Locatelli, para continuar a discussão sobre a denúncia de existência de um controle nos exames médicos para a caracterização do funcionário como inapto.

Os dirigentes sindicais esperam respostas para as medidas cobradas na reunião anterior, como o fim da utilização do prontuário da Micelli e a formação de um grupo de trabalho para aprofundar o debate sobre o problema.

Avaliação

Para a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, a proposta do banco melhorou e traz avanços significativos para os funcionários. Trata-se do único banco privado que possui um aditivo com várias conquistas além da CCT.

As reivindicações não atendidas continuam na agenda de luta do movimento sindical e serão discutidas especialmente no Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) e no Fórum de Saúde e Condições de Trabalho.

O funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Wagner dos Santos, destacou as conquistas no aditivo e a importância da luta dos funcionários. “Pela primeira vez, asseguramos as bolsas para a pós-graduação que é uma grande demanda dos funcionários. Poderemos também reforçar a negociação sobre o SantanderPrevi, lutando por uma representação eleita pelos funcionários, e garantimos avanços em relação às condições de trabalho. Estas conquistas são fruto da mobilização das bancárias e dos bancários do Santander”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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