Fotos: Alessandro Carvalho

Após a paralisação das atividades da agência Centro nesta quinta-feira, 13, o Sindicato se reuniu com o Bradesco na manhã desta sexta, 14 de fevereiro, para cobrar o fim do assédio moral promovido nas unidades de trabalho e o respeito a funcionárias e funcionários. Na mesa, estiveram presentes o diretor regional do Bradesco em Minas Gerais, Alex Silva Braga, a diretora de RH do Bradesco de São Paulo, Eduara Cavalierri, o presidente do Sindicato, Cardoso, e os diretores do Sindicato Carlindo Dias (Abelha), Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Leonardo Marques e Sebastião Maria (Tiãozinho).

Durante a reunião, os representantes dos funcionários cobraram que o Bradesco tome providência imediata em relação à forma como vem tratando seus funcionários, exigindo o fim do assédio moral e das cobranças de metas abusivas. Apesar do pouco tempo no cargo,  desde que Alex Silva Braga assumiu o cargo de diretor regional do Bradesco em Minas Gerais, o Sindicato já registrou mais de 200 denúncias de funcionários que relatam assédio moral nas agências, pressões para cumprimento de metas abusivas, intimidações com possibilidade de demissão, perda de comissões entre outros absurdos.

Aproveitando a presença da diretora de RH, o Sindicato também abordou outros problemas que ocorrem no banco. Devido à importância dos temas, uma nova reunião será realizada na próxima semana para que seja dada continuidade às discussões.

“O Sindicato exige seriedade e compromisso do Bradesco diante da gravidade das denúncias e que os encaminhamentos sejam realizados o mais rápido possível. O Sindicato continua atento e, se ocorrerem novas denúncias, fará valer sua força diante da intransigência do banco”, afirmou o diretor do Sindicato Leonardo Marques, que participou da reunião.

Paralisação contra o assédio moral

Nesta quinta-feira, 13, as atividades da agência Centro-465 do Bradesco, incluindo o prédio e os departamentos do banco que funcionam no mesmo local, no centro de Belo Horizonte, foram paralisadas em protesto contra o assédio moral. Na entrada da agência, foi instalada a ?Porta do Inferno? para mostrar a toda a população a vida infernal a que têm sido submetidos os funcionários.

Em consulta realizada em 2013 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que contou com a participação de 37 mil trabalhadores do setor bancário de todo o país, 66,4% dos participantes reclamaram do assédio moral sofrido no ambiente de trabalho. O assédio e as cobranças de metas abusivas levam a jornadas extensas, concorrência perversa entre os trabalhadores e estresse contínuo dentro e fora do ambiente de trabalho.

Em 2013, o Bradesco, mais uma vez, registrou lucros bilionários, frutos do esforço e empenho e bancárias e bancários de todo o Brasil. Foram cerca de R$ 12,2 bilhões de lucro líquido ajustado, o que representou um crescimento de 5,9% em relação ao número registrado em 2012. Além disso, houve crescimento de 10,8% na carteira de crédito do banco e queda na inadimplência de 0,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Mesmo assim, demonstrando total falta de responsabilidade social, o Bradesco fechou, somente em 2013, 2.896 postos de trabalho. Não bastasse a prática de assédio moral nas agências e as cobranças por metas abusivas, que sobrecarregam os trabalhadores e adoecem bancárias e bancários, as demissões, que colocaram no olho da rua milhares de pais e mães de família, vão na contramão dos demais setores da economia brasileira, que geraram mais de 1 milhão de empregos em 2013.

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