Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta sexta-feira, 1º de dezembro, na sede do Sindicato, bancárias e bancários reforçaram a importância da mobilização permanente para enfrentar a reforma da Previdência e a retirada de direitos imposta pelo governo Temer.

Por isso, mesmo com o adiamento da greve que estava prevista para o dia 5 de dezembro, a categoria estará nas ruas na próxima terça-feira. Na plenária, foi definida a realização de um ato, a partir da 9h, na Praça Sete em Belo Horizonte, para conscientizar a população sobre as ameaças do projeto de reforma da Previdência.

Um ato unificado de trabalhadores e movimentos sociais também está marcado para a terça-feira, 5, a partir das 17h na praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte. Após a concentração, a manifestação seguirá em marcha até a Praça Sete.

“A pressão nas ruas é a única forma de impedir que Temer leve à frente seu projeto neoliberal, que visa destruir direitos, acabar com a aposentadoria dos brasileiros e entregar as riquezas do país para beneficiar apenas os mais ricos. O discurso de que a reforma da Previdência colocará fim a privilégios é uma farsa, pois sabemos que os verdadeiros privilegiados não serão afetados pelas mudanças. Contamos com a participação de todos para fortalecer nossa mobilização”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Confira algumas das maldades da reforma da Previdência:

Perda no valor da aposentadoria – A nova proposta vai diminuir o valor a ser pago aos trabalhadores em praticamente todas as faixas. Mesmo quem conseguir atingir a idade mínima imposta, mas contribuir, por exemplo, apenas 15 anos, que é o tempo mínimo exigido, vai receber apenas um benefício parcial, de cerca de 60% da média de todas as suas contribuições.

Aposentadoria somente aos 62 anos para mulheres e 65 para homens. É o fim da aposentadoria por tempo de contribuição.

Para ter direito ao benefício integral da aposentadoria, será necessário contribuir por pelo menos 40 anos, o que é praticamente inviável no mercado de trabalho de alta rotatividade do Brasil.

O cálculo dos benefícios das aposentadorias levará em conta todos os salários da vida laboral, mesmo os mais baixos do início da carreira.

Regras para servidores públicos – O tempo mínimo de contribuição para que servidores públicos tenham direito à aposentadoria será de 25 anos, com valor correspondente a 70% da média salarial. Além disso, com as novas regras, para o servidor atingir o valor integral, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31 -, terá de contribuir por 40 anos.

Fim da pensão no valor integral do salário de quem morreu. Também será proibido acumular pensão e aposentadoria acima de dois salários mínimos.

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