O Sindicato dos Bancários de BH e Região conseguiu arrancar o agendamento de uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), no dia 13 de abril de 2017, para denunciar a irresponsabilidade do Mercantil do Brasil em relação à segurança de funcionários. Com a transformação de agências em Postos de Atendimento Avançado (PAAs), os trabalhadores correm graves riscos após a retirada das portas de segurança e a demissão sumária dos vigilantes. A situação deixa vulneráveis também os clientes desses locais.

O Sindicato já havia denunciado, diversas vezes, através de ofícios junto à direção do banco, mais essa arbitrariedade. O Mercantil, porém, nem ao menos respondeu aos ofícios, mostrando sua indiferença e irresponsabilidade em relação aos funcionários e usuários de seus serviços.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, o banco tem que rever seu posicionamento e oferecer as condições necessárias para oferecer segurança digna nas unidades de trabalho. “Exigimos respeito e atenção com a segurança bancária. O Sindicato e os trabalhadores não admitem que esse assunto seja tratado de forma tão irresponsável e em uma visão apenas economicista de cortes de custos pelo Mercantil do Brasil”, denunciou.

Já para Vanderci Antônio da Silva, também funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, a alegação do banco de que o abastecimento em dinheiro será efetuado, exclusivamente, por uma empresa terceirizada é uma falácia e não isenta, de forma alguma, o Mercantil do Brasil de sua responsabilidade. “Com a retiradas das portas e dos vigilantes que realizavam a segurança armada, funcionários e clientes ficarão ainda mais vulneráveis à violência e à ação de bandidos, tendo em vista que haverá grande movimentação de numerário em dias de pagamento de beneficiários do INSS. É um verdadeiro absurdo que mostra a insensibilidade do banco em relação à segurança nas unidades de trabalho”, afirmou.

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