Foto: Patricia Penna

A greve está cada vez mais forte e, no segundo dia, cresceu a adesão de bancárias e bancários de bancos públicos e privados ao movimento nacional contra a intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais. Na base do Sindicato, cerca de 39% das agências tiveram suas atividades paralisadas, com crescimento expressivo na CAIXA e no Banco do Brasil. Em Belo Horizonte, os bancários se concentraram em frente à agência Século da CAIXA, na praça Sete, a partir das 12h.

Neste segundo dia de greve, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), pelo menos 7.282 agências e centros administrativos foram paralisadas em todo o país. O número cresceu em relação ao primeiro dia da greve, quando foram fechadas 6.145 agências.

O balanço da Contraf foi feito com base nos dados enviados pelos 143 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% dos 490 mil bancários do país.

A greve por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia realizada na sede do Sindicato, no dia 12 de setembro, em resposta à intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais. A proposta apresentada pelos bancos, no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem nenhum aumento real, foi recusada pelo Comando Nacional dos Bancários ainda na mesa de negociação.

Nesta segunda-feira, 23 de setembro, mais uma vez a categoria se concentrará em frente à agência Século da CAIXA a partir das 11h30, com realização de assembleia às 13h para avaliar a greve e decidir os rumos do movimento.

Entre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou a importância da adesão dos bancários para que a categoria mostre sua indignação aos bancos. “É essencial que bancárias e bancários participem da mobilização e das assembleias e que estejam desde cedo nas portas das agências para conversar com colegas sobre a importância da adesão. A segunda-feira, 23, será um dia fundamental para nossa mobilização e contamos com a presença de todos na assembleia. Exigimos que os bancos atendam nossas justas reivindicações, mas para que isso aconteça a união e a mobilização são nossos maiores instrumentos de luta contra a ganância dos banqueiros e das direções dos bancos públicos”, afirmou.

 

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