Foto: Contraf-CUT

 

A 21ª Conferência Nacional dos Bancários foi encerrada, neste domingo, 4 de agosto, em São Paulo, com a aprovação de resoluções, moções e um calendário de atividades. Delegadas e delegados reafirmaram sua disposição de luta para enfrentar os ataques aos direitos dos trabalhadores, aos bancos públicos, à democracia e à soberania nacional.

Entre as resoluções aprovadas, estão a defesa da unidade nacional, da mesa única de negociações, das empresas e bancos públicos, da Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos aditivos, da soberania nacional, da democracia, da saúde dos trabalhadores (contra a revisão de NRs) e da liberdade de imprensa.

Além disso, os trabalhadores aprovaram o combate à reforma da Previdência, à MP 881 (que ataca direitos dos trabalhadores e permite o trabalho bancário aos finais de semana), a cobrança pelo esclarecimento sobre quem mandou matar Marielle Franco e a defesa da liberdade de Lula.

Já o calendário elaborado por delegados e delegadas prevê a realização de mobilizações e dias nacionais de luta em defesa dos empregos, dos direitos dos trabalhadores, dos bancos públicos, da Cassi e do Saúde Caixa.

A Conferência Nacional contou com a participação de 604 delegadas e delegados de todo o Brasil. Durante três dias, o evento debateu diversos temas ligados à categoria bancária e ao cenário nacional. Nas mesas, os trabalhadores puderam discutir a conjuntura política, a soberania nacional, a reforma da Previdência, o futuro do trabalho e a organização sindical.

Além disso, foram apresentados os resultados da Consulta Nacional e a Campanha de Valorização da Diversidade, que busca estimular os trabalhadores a serem agentes da diversidade em seus locais de trabalho e na sociedade, combatendo o preconceito e as discriminações.

Moções

As moções aprovadas tratavam da defesa da Amazônia e um modelo de desenvolvimento com Justiça Ambiental, contra a Polícia de São Paulo e o governador do Estado João Dória, pela derrota das políticas do governo Bolsonaro, que são prejudiciais ao povo brasileiro, pela soberania nacional, em repúdio à tortura e seus defensores, contra o uso de agrotóxicos e em defesa da vida, em defesa da democracia, contra a prisão de Preta Ferreira e os outros cinco militantes do movimento de moradia, pela cota mínima de mulheres, com inclusão de pelo menos 30% quando forem definidas as liberações de dirigentes dos seus locais de trabalho para a atuação sindical, e pela liberdade imediata do companheiro Daniel Ruiz.

 

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