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Representantes dos trabalhadores bancários de todo o Brasil participaram, entre os dias 26 e 28 de julho, em São Paulo, do Curso de Negociação Coletiva de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora Bancária. Realizado pela Contraf-CUT, o curso apresentou aos participantes métodos para problematizar os conceitos de saúde e doença e suas determinações sociais. O Sindicato esteve presente representado pela diretora Luciana Duarte.

Durante os dois dias de curso, bancárias e bancários puderam refletir sobre a relação entre trabalho e o processo saúde-doença dos trabalhadores. Além disso, analisaram o trabalho para além da noção de “riscos ocupacionais”, problematizando as condições de vida e trabalho, relações de trabalho, organização e gestão do trabalho.

Entre os debates, os participantes também abordaram a questão da saúde como um direito humano, aprofundando a reflexão sobre o que são os direitos humanos, as razões pelas quais a saúde é equiparada a esses direitos fundamentais, aos direitos de cidadania e também a conceituação de saúde como direito indisponível.

O curso destacou como esses temas relacionados à saúde também englobam a saúde dos trabalhadores e devem servir de princípios norteadores para todo e qualquer processo negocial envolvendo a questão. Com isso, os participantes, através da troca de experiências, também traçaram um plano de ação que servirá de base para os enfrentamentos futuros.

Hoje em dia, os bancos ainda tratam a saúde dos trabalhadores como se fosse sua propriedade, de forma unilateral e individualista. O movimento sindical bancário vem lutando para garantir a participação efetiva de trabalhadoras e trabalhadores na construção das políticas de saúde, cumprindo as normas que regulam esta questão e avançando em relação à legislação.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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