Nesta sexta-feira, 29 de maio, bancárias e bancários de BH e Região se juntaram às manifestações do Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos trabalhistas e paralisaram as atividades de mais de 30 agências bancárias para protestar contra o retrocesso. Diversas categorias e movimentos sociais realizam, hoje, atos e paralisações em todo o Brasil contra o PL das terceirizações e todas as pautas que visam retirar direitos dos trabalhadores.

O Sindicato também marca presença em audiência pública sobre a terceirização na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e, a partir das 16h, participa do Grande Ato promovido pela CUT, outras centrais e movimentos sociais na Praça Afonso Arinos, no Centro de Belo Horizonte.

Aprovado na Câmara dos Deputados, o PL 4330, que visa permitir as terceirizações em todas as atividades das empresas, seguiu para o Senado como PLC 30/2015 (Projeto de Lei da Câmara) sem acatar as propostas dos trabalhadores. Na forma atual, o texto tramita com várias armadilhas que fragilizam a proteção aos direitos trabalhistas.

Conforme o Dieese, além da ampliação da terceirização para qualquer atividade nas empresas, o texto abre a possibilidade de contratação de terceirizados na atividade-fim de estatais e sociedades de economias mistas, como Banco do Brasil e CAIXA.

No setor bancário, a diferença entre o segmento terceirizado e os demais trabalhadores chega a salários 70% menores e jornadas acrescidas em 14 horas semanais se a comparação for feita em relação aos correspondentes bancários.

Com a aprovação do projeto das terceirizações e a possibilidade de terceirizar sem limites, a situação se torna ainda mais grave e todos os funcionários poderão ter seus empregos ameaçados.

Existe ainda outro risco que extrapola a questão trabalhista e se estende a toda a sociedade: a vulnerabilidade do sigilo bancário, já que os dados cadastrais estarão à deriva e as prestadoras de serviço de bancos terão acesso a toda a movimentação financeira, hábitos, horários de visita a bancos, etc.

A sociedade vai às ruas nesta sexta-feira para mostrar ao governo e aos seus representantes no Poder Legislativo que não aceitará ataques aos direitos dos trabalhadores. As MPs 664 e 665, por exemplo, retiram direitos e trazem prejuízos principalmente aos mais vulneráveis.

O Sindicato defende que, diante da necessidade de economizar, o governo não penalize os mais pobres e a classe trabalhadora enquanto protege banqueiros, grandes empresários e os mais ricos.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, reforça a importância da mobilização para pressionar os políticos e deixar clara a posição dos trabalhadores brasileiros. “Não aceitaremos qualquer retrocesso em nossos direitos sob a justificativa de um ajuste fiscal ou projetos de lei que beneficiam apenas os empresários que financiam a campanha de parlamentares para atacar os direitos dos trabalhadores. Estamos mais uma vez nas ruas para defender o que conquistamos em décadas de muita luta”, afirma.

 

Grande Ato contra a Terceirização

29 de maio de 2015 – 16h
Praça Afonso Arinos, no Centro de BH

Participe!

 

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