Sindicatos de bancários de todo o país estão em campanha contra as demissões promovidas pelos bancos. Na última sexta-feira, um tuitaço contra as demissões pelo Itaú esteve entre os assuntos mais comentados da rede. Com a hashtag #ItaúNãoDemitaMeusPais, o protesto procurou mostrar não apenas que o banco descumpriu o compromisso de não demitir funcionários durante a pandemia, mas também que a responsabilidade social pregada pelo Itaú em suas peças publicitárias nem sempre é colocada em prática por ele mesmo.

Em uma só tacada, o banco demitiu 130 funcionários na área de Veículos, além de outras que ocorram em agências bancárias.

Em 2019, o Itaú teve lucro líquido de R$ 28 bilhões e, nos seis primeiros meses de 2020, mesmo com a pandemia, lucrou R$ 8 bilhões. Mas, ao mesmo tempo em que divulga campanha publicitária para mostrar seu lado humano, demite funcionários durante a maior crise sanitária dos últimos 100 anos.

“Estamos mobilizados para dizer não ao desrespeito do Itaú a trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Não há justificativa para demitir em meio à pandemia e desamparar bancárias e bancários em um momento tão difícil. Queremos deixar claro que o discurso da responsabilidade social tem que ser levado a sério pelo banco na sua gestão interna. Pare as demissões, Itaú!”, destacou Valdenia Ferreira, diretora do Sindicato e representante da Fetrafi-MG/CUT na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

Banco acusa o baque

Na própria sexta-feira, o Itaú divulgou um comunicado interno aos seus funcionários falando sobre a atuação pessoal nas redes sociais. Para as entidades representativas dos funcionários, trata-se de uma tentativa de intimidar os trabalhadores e reduzir a participação nas ações.

Campanha continua

A campanha contra as demissões continua e um novo tuitaço será realizado na próxima sexta-feira, 9. Os trabalhadores cobram que o Itaú reveja as demissões, realoque funcionários e cumpra o compromisso assumido durante a pandemia.

O Sindicato orienta que funcionárias e funcionários não utilizem computadores e celulares dos bancos para as atividades.

Além do Itaú, o Santander, o Bradesco e o Mercantil do Brasil também estão demitindo funcionários em plena pandemia. Todos eles haviam se comprometido em não demitir durante a pandemia.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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