Fotos: Alessandro Carvalho

Em mais um dia de intensa mobilização, bancárias e bancários da base do Sindicato realizaram nesta sexta-feira, 17, ato em defesa do Banco do Brasil em frente ao prédio do banco na rua da Bahia, 2.500, em Belo Horizonte. Os trabalhadores defenderam o papel social do BB e a importância de seu fortalecimento para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O ato contou com grande adesão de funcionárias e funcionários do BB e com a participação do deputado federal eleito Patrus Ananias (PT) e do deputado estadual reeleito André Quintão (PT). A CUT-MG e vários sindicatos também fortaleceram a mobilização.

Durante o ato, os participantes ressaltaram que, sem o aumento da oferta de crédito do BB para a agropecuária, a agricultura familiar, para empresas e consumidores, o Brasil não teria saído da crise de 2008 muito mais rápido que qualquer outro país do mundo.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é desenvolvido pelo banco, oferece crédito ao agricultor familiar e tem como objetivo fortalecer suas atividades, integrando-o à cadeia do agronegócio e aumentando sua renda. Nos últimos 12 anos, o programa chegou a todo o Brasil e teve seu volume de crédito multiplicado em mais de dez vezes, saltando de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 para R$ 24,1 bilhões em 2014/2015.

A categoria bancária em todo o Brasil se mobiliza para mostrar à população o risco representado pelo já nomeado ministro da Fazenda do candidato Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga. Em entrevista ao Instituto Liberal em 2013, Armínio, que é ex-presidente do Banco Central, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira, chegando a dizer que não sabe bem “o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”.

No trecho da apresentação, Armínio afirma que o modelo brasileiro formado por “três grandes bancos públicos em atuação”, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, “não é um modelo favorável ao crescimento, ao desenvolvimento” do país. A fala de Armínio deixa claro seu posicionamento e representa uma ameaça a todo o povo brasileiro.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou a importância da atividade de luta do Sindicato em um momento em que o Banco do Brasil sofre ameaças de privatização. “Foi muito importante dialogar com a população e poder mostrar para todos as consequências perversas para a sociedade brasileira caso o banco seja privatizado. Continuaremos firmes na luta em defesa do BB, que tem papel fundamental no desenvolvimento econômico e social do país”, afirmou.

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