Bancárias e bancários de todo o Brasil encerraram a 20ª Conferência Nacional dos Bancários, neste domingo, 10 de junho, com a aprovação da minuta de reivindicações para a Campanha Nacional 2018, além de resoluções e moções. A categoria reforçou a importância da luta por nenhum direito a menos e a manutenção das conquistas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) diante dos riscos trazidos pela reforma trabalhista.

Uma Assembleia Geral Extraordinária de bancários de BH e região será realizada na terça-feira, 12 de junho, na sede do Sindicato, para deliberar sobre a minuta aprovada e a Campanha Nacional. Saiba mais aqui.

Os bancários reivindicam reajuste composto pela reposição da inflação mais aumento real de 5%. Além disso, cobram o fim das metas abusivas e do assédio moral, melhores condições de trabalho e mais segurança nos bancos para bancários e clientes.

Para proteger a categoria dos efeitos nefastos da reforma trabalhista, os bancários reivindicam a garantia da vigência da CCT até que as partes firmem um novo contrato coletivo, assegurando a ultratividade para a próxima negociação.

A categoria cobra também que a Convenção Coletiva seja válida para todos os bancários, independentemente do nível de escolaridade ou da faixa salarial, a garantia do emprego com a vedação das demissões em massa e da rotatividade, a vedação dos acordos individuais de banco de horas e que a implantação das novas formas de jornada de trabalho previstas na reforma trabalhista só possa ocorrer por meio de acordo coletivo de trabalho.

Na minuta aprovada, os trabalhadores também reivindicam a manutenção das homologações nas entidades sindicais e estabelecem uma contribuição negocial como mecanismo de participação dos trabalhadores na sustentabilidade da luta dos sindicatos, federações, confederações e centrais.

A categoria destacou ainda, na plenária final, a importância da luta em defesa dos bancos públicos, contra o desmonte e a privatização, e a defesa intransigente da democracia.

A Campanha Nacional 2018 deverá ser bastante politizada devido ao cenário político e ao ano eleitoral. Por isso, delegadas e delegados ressaltaram que é fundamental eleger um presidente, governadores e parlamentares que estejam efetivamente comprometidos com a pauta da classe trabalhadora.

Também neste sentido, delegadas e delegados aprovaram a participação da categoria no Dia Nacional de Luta a ser realizado pelas centrais sindicais, em 10 de agosto, com o nome de “Dia do Basta”.

A 20ª Conferência Nacional foi realizada, entre os dias 8 e 10 de junho, na Quadra dos Bancários, em São Paulo, e contou com a participação de 627 delegadas e delegados de todos os estados do Brasil. Durante o evento, foram realizados diversos painéis que abordaram temas ligados ao sistema financeiro e ao cenário político nacional.

Resoluções políticas

Delegadas e delegados aprovaram três resoluções durante a plenária final:

– Pela defesa da democracia e por Lula livre, preso sem crime e sem provas.

– Pela eleição de candidatos comprometidos com a revogação da reforma trabalhista e da emenda que congelou os investimentos, que se posicionem contra a terceirização, contra a criminalização da política e dos movimentos sociais e sindicais, assim como em defesa das empresas públicas e da soberania nacional.

– Pela estatização do sistema financeiro.

Moções

Diversas moções também foram aprovadas, neste domingo, pelas bancárias e bancários que participaram da Conferência. São elas:

– Pela realização de uma greve geral diante da atual conjuntura nacional

– Contra a aprovação do PLP 268/2016, que ataca a democracia nos fundos de pensão

– Contra a resolução da CGPAR que ataca os planos de saúde dos trabalhadores de empresas públicas

– Apoio à posse de Paula Goto na Previ como diretora de Planejamento eleita

– Contra o banco Mercantil do Brasil, que tem atacado a organização dos trabalhadores e demitido dirigentes sindicais

– Contra o acordo feito entre a Fenaban e o INSS sem a participação dos trabalhadores

– Contra a continuação do golpe em Minas Gerais

– Apoio à greve dos eletricitários e repúdio aos ataques da justiça às greves de trabalhadores

 

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