A 17ª Conferência Nacional dos Bancários chegou ao fim neste domingo, 2 de agosto, em São Paulo, com a aprovação da pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2015. Entre os pontos principais, os bancários reivindicam reajuste salarial de 16%, piso equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese e PLR de três salários mais parcela fixa.

Bancárias e bancários reforçaram a importância da luta pelo fim das metas abusivas e aprovaram a renovação do acordo de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, de combate ao assédio moral.

A 17ª edição da Conferência Nacional contou com a participação de 667 delegadas e delegados. Durante os três dias de evento, os bancários participaram de painéis sobre temas importantes relacionados ao trabalho e às conjunturas nacional e internacional, como as consequências do processo de terceirização, reforma tributária, desenvolvimento econômico e estrutura do sistema financeiro atual. Foram também apresentadas a Consulta Nacional e a mídia unificada construída para a Campanha Nacional 2015.

O Comando Nacional dos Bancários entregará, no próximo dia 11 de agosto, em São Paulo, a pauta de reivindicações à Fenaban.

Principais reivindicações aprovadas na Conferência

– Reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real.

– PLR: 3 salários mais R$7.246,82.

– Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho de 2015).

– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada um (salário mínimo nacional).

– Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

– Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Rede de Comunicação dos Bancários

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