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Representantes da categoria bancária e a Febraban se reuniram nesta quinta-feira, 1º de dezembro, em São Paulo, para a realização da mesa temática de Igualdade de Oportunidades. A pauta foi a questão racial, invisibilidade/visibilidade, contratação e ascensão profissional no sistema financeiro.

Os representantes dos trabalhadores iniciaram a discussão com um preâmbulo sobre os impactos do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 55 do Senado, conhecida como a PEC da morte sobre a vida da população negra, principalmente nas questões de saúde e educação, pois são os negros que mais utilizam o sistema público. Os bancários chamaram atenção também para as reestruturações que vêm ocorrendo nos bancos públicos e privados, que devem atingir mais duramente este grupo social.

A Febraban fez a apresentação do Mapa da Diversidade com o recorte da questão racial apontando um aumento de contratação de negros. Em 2008, segundo os dados, havia 19% de negros nos bancos. Já no mapa de 2014, a porcentagem passou para 24,7%.

Os trabalhadores cobraram dados detalhados da pesquisa da Febraban, que por sua vez não se manifestou. Os representantes da categoria pontuaram que as informações são necessárias para analisar se o avanço nestas contratações não refletiria somente as dos bancos públicos, onde as admissões são feitas por meio de concurso com a existência de cotas, de acordo com a legislação.

Segundo o Mapa da Diversidade, na Bahia, por exemplo, havia 45% de brancos e 54% de negros em 2008. No mapa de 2014, 39% de brancos e 59% de negros. Os bancários argumentaram que mesmo este aumento não é percebido, pois existe também a questão da visibilidade e os negros, normalmente, estão em departamentos e não no atendimento ao público.

Os bancários ressaltaram também que, na ascensão profissional, os negros ainda são discriminados.

Reivindicações

Os representantes da categoria apresentaram uma pauta resumida das reivindicações que vêm sendo feitas nos últimos anos, para que haja uma resposta mais efetiva na próxima mesa. A cobrança é por respostas objetivas dos bancos que ajudem a diminuir a desigualdade racial nas instituições financeiras.

Os trabalhadores pontuaram, ainda, a necessidade futura de um novo Mapa da Diversidade, devido à reestruturação do sistema financeiro.

A próxima reunião da mesa de Igualdade de Oportunidades está prevista para ocorrer em fevereiro, com as seguintes pautas: questão de gênero, identidade de gênero e paternidade responsável (licença paternidade).

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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