Foto: Sem Cortes Filmes

 

Os bancários cobraram a reabertura de agências fechadas após ataques na primeira reunião da Comissão Bipartite de Segurança Bancária do ano, realizada na terça-feira, 12, na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

“Muitas agências, principalmente as do interior, após a explosão por bandidos, não são mais reabertas pelos bancos. Um verdadeiro absurdo, pois acaba deixando a população desassistida de serviços bancários”, explicou Elias Jordão, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança da Contraf-CUT.

O representante da Fenaban afirmou, em mesa, que há muitas demandas judiciais sobre segurança bancária iniciadas pelos sindicatos, o que impossibilita a viabilidade da mesa de segurança.

A afirmação foi imediatamente questionada pelo secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Junior. “A Fenaban foge do debate de segurança bancária estabelecendo diversos impasses na negociação. O tempo não bate palmas para ninguém. A vida dos bancários e das pessoas não podem esperar mais até que os banqueiros implementem os itens de segurança nas agências. A segurança bancária é urgente”, destacou.

A Contraf-CUT propôs a assinatura de um ofício conjunto para o presidente do Senado favorável à aprovação do PL do Estatuto de Segurança Privada, como solução ao tema trazido pela Fenaban, que mais uma vez faltou com o compromisso com a vida das pessoas.

Durante o encontro, o movimento sindical também deu continuidade às negociações sobre as alterações dos itens do artigo 33 e do 31 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que visam ampliar os direitos dos bancários vítimas de extorsão mediante sequestro. As alterações reivindicadas pelos representantes dos bancários exaltam a necessidade da inclusão do crime também nos itens A, B e D do artigo 33 e do 31 da CCT.

Os representantes da categoria reiteraram à Fenaban a importância da mesa temática, por tratar da vida dos bancários e clientes. Foi cobrado que os balanços dos bancos não privilegiem apenas as altas despesas em marketing e tecnologia, mas também que haja mais investimentos em segurança.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

Compartilhe: